Um percurso pequeno, fácil e bonito. São 7kms circulares onde se pode ficar muito mais tempo do que em percursos mais longos, não fosse esta zona toda muito bonita.
Encontrar a Junta de Freguesia de S. Miguel do Mato foi mais complicado do que eu pensava apesar da informação da Câmara Municipal de Vouzela. Vale sempre a indicação das pessoas do campo, por norma simpáticas. Este edifÃcio é uma antiga estação da linha do Vouga já aqui falada. Felizmente foi aproveitado para outro fim e não deixado ao abandono. E é através dessa linha que se desenrola a maior parte do percurso. Até à encruzilhada que dá para a antiga Igreja Paroquial de S.Miguel do Mato vai-se observando fauna, flora e os vestÃgios do que foi em tempos uma importante linha de ferro. A paisagem lembra por vezes mini desfiladeiros. Convida a caminhar devagar e apreciar cada pedra.
A igreja abandonada, a cair e sem sinais de recuperação é extremamente bonita. Pode-se subir à torre e contemplar toda a paisagem em redor. Ao lado tem um cemitério, para mim bonito, tenho uma certa simpatia com estes lugares e em conjunto com a igreja foi onde passeio a maior parte do tempo a explorar, ler lápides antigas, imaginar.
Voltando à encruzilhada continuamos na linha por mais um bocado até surgir um corte à esquerda que nos vai levar à capela do Senhor da Agonia. Uma capelinha meio incorporada na pedra que merece alguns minutos de atenção.
Seguindo o trilho passamos pelo recinto das festas, nota negativa para algum lixo espalhado. Depressa nos esquecemos desse cenário com a beleza do que se aproxima, principalmente se fizermos este trilho ao cair da folha! Infelizmente um ou outro monte de lixo estraga o quadro.
Chegamos à povoação onde casas tÃpicas da região recuperadas ou não nos dão as boas vindas. E depressa estamos novamente no ponto de partida.
Resumindo, um passeio altamente recomendável! Tirei fotos mas acho que me esqueci de revelar, tenho que encontrar o rolo!
Localização do PR5 Caminho de S. Miguel do Mato – Vouzela
Folheto PR5 Caminho de S. Miguel do Mato
E porque nem só de bicicletas vive o homem o domingo passado foi dia de caminhada. Ou trekking ou como lhe quiserem chamar. Já à algum tempo que andava curioso acerca do percurso que passa pela antiga linha do Vouguinha, pela ponte do Poço S. Tiago.
O PR3 – Rota das Laranjeiras começa junto à Igreja Matriz de Pessegueiro do Vouga. A partir dai escolhi subir. A localidade tem uma ou outra casinha engraçada arquitecturalmente falando mas nada de muito especial. A parte inicial do percurso não me despertou grande interesse: subidas e descidas constantes que vão ter à mesma estrada alcatroada e passagens pelo meio das casas sem nada de interessante a assinalar, tirando as respectivas capelas de cada monte e as vistas excelentes para o vale. A partir da capela de Sta. Quitéria segue-se por um caminho florestal que irá sair na antiga linha de comboio do Vouga. Existe sempre uma constante bastante negativa: a floresta é composta na maior parte por eucaliptos. Mas ainda mais negativo foi encontrar lixo despejado no meio da floresta: móveis, electrodomésticos e peles de animais que outros animais puxaram para o caminho causando um cheiro nada agradável. A partir daqui é sempre a descer e é preciso algum cuidado para quem não estiver habituado, a descida chega a ter uma inclinação considerável.
Finalmente chegamos à antiga linha. O piso de alcatrão acelera o passo e mal damos por isso estamos na imponente ponte do poço de Santiago, uma das principais atracções deste percurso e provavelmente a maior ponte de pedra de Portugal. Uma paragem para apreciar os arredores e siga para a frente. Os eucaliptos começam a desaparecer da vista e outro tipo de vegetação mais agradável toma o seu lugar. É sempre engraçado passar pelos pequenos túneis do comboio e observar o tecto negro, lembrança dos anos dourados da máquina a carvão.
Mas agora existe outra coisa para onde voltar o olhar: castanheiros e os seus ouriços carregados de castanhas! Calhou um senhor que estava a passear por ali e mora por perto, meter conversa acerca da qualidade das castanhas, acerca daqueles terrenos e outros demais temas. Dai a pouco já eu tinha algumas castanhas na mochila e a minha companhia uns cogumelos na mão que nunca esperei encontrar por ali, iriam ser o meu jantar! Siga caminho. Convém referir que esta parte do caminho é extremamente plana, mais do que alcatrão e pintada de vermelho, uma verdadeira passadeira de caminhada. Ainda comi umas castanhas cruas que abriram apetite para um copinho de moscatel num café em frente à antiga fábrica de massas alimentÃcias depois da estação de Paradela.
Daqui segue-se por alcatrão e nem sempre com bermas para peões até à outra margem do rio Vouga. Dai começa a sucessão de caminhos entre quintais e terrenos agrÃcolas, caminhos e carreiros bastante agradáveis até. Por esta altura surge a ideia de repetir o caminho quando as laranjas estiverem maduras pois a paisagem com certeza será muito mais bonita.
Mal me dei conta já estava outra vez na igreja matriz e dei por concluÃda a jornada do dia. Foram cerca de três horas a descobrir este recanto do rio Vouga com 10kms. Pessoalmente mudaria algumas coisas no percurso, acho muito mais interessante ver mais dos recursos naturais da zona do que andar no alcatrão da aldeia.
Localização do PR3 Rota das Laranjeiras Sever do Vouga
Folheto do percurso: Rota das laranjeiras – pág. 1 ; Rota das laranjeiras – pág. 2