Endomondo Sports Traker é uma pequena aplicação para gravar os nossos exercícios físicos, com estatísticas mais ou menos avançadas, histórico online, comunidade de utilizadores, desafios, etc. Uma das muitas aplicações do tipo que foram surgindo ao mesmo tempo que o uso do “smartphone” se entranhou no utilizador desportista.
Se não estou em erro, comprei a versão PRO numa venda do Google Play, por 25 cêntimos. Aderi também à versão Premium do serviço ao trocar pontos Earndit por três meses de serviço. Até aqui tudo bem. Mas parece que os programadores da Endomondo deram uma enorme cabeça na parede.
Como muitos outros utilizadores, costumo colocar o telemóvel com o mínimo de serviços ligados, muitas vezes em modo avião, apenas para funcionar como GPS. Isto permite uma poupança enorme de bateria enquanto se faz desporto. Basta depois ligar os dados que o exercício é sincronizado com o servidor. Foi aqui que se deu a barracada. Pelo menos na versão 8.5.1 do software, ao aceder ao histórico de exercícios antes de fazer a sincronização e com dados/wifi desligado no telemóvel, o exercício aparece listado. Ao abri-lo, a mensagem “Workout Download Failed” é mostrada e o exercício deixa de estar na lista.
Pesquisando um pouco nessa web fora, depressa se descobre que é possível aceder ao ficheiro onde a aplicação guarda os dados, que mais não é que SQLite. Fiz um backup com o Titanium Backup, exportei o backup e abri o ficheiro com.endomondo.android.com/databases/EndomondoDatabase com o programa SQLite Manager para Firefox.
Mais um bocadinho de pesquisa e usei a seguinte query para ordenar os exercícios por data:
SELECT workoutid, datetime(starttime/1000, 'unixepoch','localtime') as begin, datetime(end_time/1000, 'unixepoch','localtime') as end
from workout
order by begin
Surpresa! O exercício tinha desaparecido, completamente apagado do telefone!
Hoje a Endomondo lançou uma versão para corrigir esta situação, 8.6, mais de 15 dias depois dos primeiros relatos sobre o problema. A empresa teima em ateimar que os exercícios perdidos serão recuperados na nova versão. Fiquei desconfiado e a verdade é que os utilizadores estão a confirmar que realmente não está a ser recuperado exercício nenhum.
E é assim, desta maneira estúpida, graças a uma fase de testes pobre que se dá cabo de uma startup.
O meu conselho? Não usem o Endomondo. Vou ver se gosto do Strava.
O regresso aos trilhos pedestres fica marcado por uma agradável surpresa. Já tinha estado na ecopista que faz parte deste trilho e estava à espera de terra batida, terreno plano, boas vistas. Afinal o tal de Trilho da Corredoura é mais do que uma seca em estradão.
A primeira parte é verdade que é feita em terra batida, durante uns 7kms, aproveitamento do caminho de ferro que transportava o carvão das minas da Bezerra para a central Termoeléctrica. Se é verdade que as vistas são boas, a inclinação é amena, a flora é interessante, as infraestructuras são elegantes, tão elegantes que por vezes me fazem arranhar na cabeça quando penso nos 486 mil euros necessários para tornar possível a realização de caminhadas, sim porque sem isto não se pode camin… onde é que eu ia? Ah sim, também é verdade que volta e meia sinto uma necessidade enorme de deixar o caminho largo e descobrir os carreiros da serra.
Depois de uma visita ao moinho que fica a poucos metros do parque de merendas, é seguir encosta abaixo até à pedreira que possivelmente deu nome a esta terra. A partir deste ponto a paisagem muda. Já não temos a vista sobre o horizonte mas temos a sensação de trilho, a sensação de bosque. Acima de tudo temos uma vista magnífica sobre algumas elevações da serra, de que não sei o nome geológico correcto. É de destacar que este trilho só faz sentido percorrido no sentido que o percorri e penso que as marcações assim o indicam. É de lamentar a má sinalização do trilho (provavelmente não sobrou para repintar os sinais ou colocar postes). Com um pouco de senso comum não é difícil achar o caminho correcto.
Hoje o dia foi de alguma névoa, que envolvendo a serra e criando paisagens e sentimentos diferentes, elevou o elemento surpresa daquela que já se tinha revelado uma bela caminhada.
Este trilho reserva ainda outra boa surpresa. Mas dessa não vou falar. Fica reservada para quem o fizer. Para a próxima vou vasculhar os careiros. Apesar de eu gostar de trilhos que são mesmo trilhos, a segunda parte do percurso merece um recomendado. Já me ia esquecendo: não são 12kms como anunciado, são mas é perto de 16. Informações de GPS ficam para amanhã!
Já tinha saudades de um percurso a sério mas não esperava que este PR fosse de tão elevada dificuldade. Aproveitando as deslocações de um dia da semana, dirigi-me ao parque de campismo do Merujal para começar este trilho épico!
A primeira parte é pacifica e serve apenas para aquecer. Neste dia particular, o céu estava limpo e bonito, as flores silvestres próprias de montanha ainda não tinham secado e a temperatura não estava demasiado alta. Um dia perfeito para caminhar.
Depois de Mizarela e de observar a respectiva Frexa a partir do miradouro, é que as coisas começam a aquecer. Primeiro por bonitos trilhos rodeados de vegetação, depois por carreiros com pedra mais à mostra e por fim por trilhos repletos de pedra. Em alguns pontos estão colocadas correntes na rocha para auxiliar a caminhada.
Ao chegar à aldeia existe uma pequena passagem perto de uma arrecadação onde é necessária atenção dobrada, uma queda dali é capaz de não acabar bem. A aldeia da Ribeira é ponto de paragem para uma merenda e molhar os pés. Depois de atravessar o rio Caima, é quase necessário ligar a tracção às quatro, tal é o declive do terreno. Já depois da segunda ponte, no cruzamento com o PR15, atenção que falta uma placa. Seguir para a esquerda. Depois de subir e mais subir passamos pela parte superior da Frexa, em direcção ao ponto inicial do percurso. Esqueçam as casas de banho do parque de merendas, são nojentas.
É um PR sinceramente bem feito, um pouco perigoso mas que dá gozo percorrer. Sem duvida recomendado!
Para começar a eliminar os excessos da época festiva, o primeiro dia do ano de 2011 foi inaugurado com uma pequena mas bela caminhada. Estava com um pouco de medo de fazer este percurso principalmente porque um dos percursos do mesmo grupo, o PR6 – Trilho de Águeda foi muito mau. Afinal, os meus medos não se confirmaram.
Percurso circular de 7kms com ponto de partida na Junta de Freguesia, Brunhido tem uma primeira parte pouco interessante. Logo no inicio do percurso passamos por uma imponente moradia que possui, junto aos muros exteriores uma curiosa torre. Um pouco mais abaixo, uns moinhos de água meio recuperados dão um primeiro ar de graça ao percurso. O caminho vai sendo salpicado de alcatrão até chegar a parte interessante. O primeiro sinal desta parte é um caminho ladeado de carvalhos embora o eucalipto continue a ferir a vista em algumas zonas. Apesar disso a flora é vasta, carvalhos, salgueiros, acácias, amieiros, entre outros. Estes últimos, debruçam-se de um lado ao outro do rio Marnel e juntamente com os restantes elementos conferem à paisagem um aspecto bucólico, puro e inocentemente belo. De facto, é com a aproximação ao rio que o cenário começa a mudar de figura e o percurso se torna de todo mais convidativo. As chuvas de inverno trouxeram mais brilho à paisagem, reavivando e acentuando as cores herdadas de um Outono há muito já ido. O castanho ainda mais castanho das árvores, o tapete de folhas multicolores que cobria o chão e o verde ainda mais verde do musgo e da hera que marcavam presença por todo o lado. Seria tudo isto a oferecer imagens verdadeiramente merecedoras de serem registadas na nossa memória.
A acrescentar o barulho da água, muito límpida, vívido ao longo de todo o percurso e, de quando a quando, mais efervescente à custa de pequenas cascatas. De facto, a esta altura já se tinham dissipado quaisquer duvidas do valor e da beleza do percurso.
Passados os portões de uma propriedade privada é possível observar os moinhos do Ribeiro. De notar que, pela presença de materiais de construção, alguém se anda a a preocupar em recuperar aquelas construções que naquela paisagem são um acrescento positivo. A partir desse ponto é notório que acompanhamos lado-a-lado a levada que se dirige para a aldeia.
A cerca de 500 mt da propriedade atravessa-se uma ponte de madeira e a vontade é de permanecer um pouco e usufruir daquele estranho isolamento feito de água, a lançar-se sobre as pedras, e ausência de burburinho, aquele a que estamos sujeitos todos os dias e é composto na maior parte das vezes de ruído e mais nada. Uma vez mais o pensamento…Valeu a pena começar assim o ano….
O caminho de volta é feito pela outra margem do rio no sentido da foz e o cenário repete-se sem cansar. Encontramos outras levadas e, assim como elas, dirigimo-nos à aldeia que não tarda.
Um percurso leve, perfeito para encontrar a Natureza em estado puro e renovar energias. A repetir noutra altura do ano em que o Sol nos brinde com calor e a água nos convide a refrescar-nos.
Fomos parar a esta zona de Espanha sem saber muito bem o que iríamos encontrar. À primeira vista o parque de campismo parecia sobre lotado e as habitações de turismo rural acenavam com preços pouco convidativos. Acabou por ganhar o parque de campismo, barato por sinal e não é tão mau como se poderia pensar, inserido num parque verdejante. Estamos a falar de Mugueimes e da praia do Corgo.
Bem, pelos panfletos este trilho Torrente – Clamadoira – Salgueiro parecia prometer mas nada nos avisou para o que seria necessário para o percorrer. A aldeia de Salgueiro está na vertente norte da serra do Gerês, no vale do rio Salas, situada a 1020 metros de altitude. Foi abandonada pelos seus moradores a meados do século XX e actualmente é propriedade da Xunta de Galicia.
Só ao chegar ao inicio do trilho vimos o aviso sobre uma qualquer autorização especial para percorrer o trilho. Depois de breves instantes a ponderar os prós e contras, não me apetecendo nada abandonar a ideia de fazer a caminhada, resolvemos avançar. Sempre com o máximo cuidado para não perturbar a fauna e flora existentes assim como não deixar qualquer vestígio. Aliás, ainda apanhámos algum lixo pelo caminho, especialmente papéis de rebuçados que com o calor deste verão podem ser muito perigosos como nos faziam lembrar os helicópteros que constantemente cruzavam os céus para acudir aos incêndios que se viam no horizonte.
A Igreja de S. Pedro é o ponto de partida. A primeira parte do trilho é feita pelos bosques de Mugueimes, que parecem ser isolados do tempo, transpiram magia e plantam sorrisos nos rostos dos caminhantes. Só por este bocadinho já vale a pena. Segue-se a um pequeno aglomerado de casas, uma longa subida e mais um aglomerado de casas. Umas reconstruidas, outras em ruínas. Cuidado com os cães, é preciso dizer.
A partir deste ultimo aglomerado, damos uma curva apertada e entramos em mais uma zona magnifica de bosque com muita humidade, mesmo no verão, e consequentemente, muitos mosquitos. Ao mesmo tempo que apreciava a beleza do bosque pensava que talvez não fosse o melhor local para estar em pleno Verão com tantos incêndios em redor.
Saídos do trilho do bosque, subimos mais um pouco em direcção à igreja de Clamadoira onde podemos descansar, beber água fresca da fonte e apreciar as magnificas vistas.
Siga para mais um troço de natureza, ora por pinhal, ora por bosques, ora por montes desertos. De vez em quando uma placa lembra-nos da fragilidade do ecossistema. Aldeia do Prado, esta mais numerosa em casas do que as anteriores, podemos ao longo dos seus caminhos observar algumas construções rurais, coisas que muito gosto de fazer, principalmente porque as imagino recuperadas. Descendo ao fundo da aldeia, encontramos o inicio da parte magnifica deste trilho.
Uma antiga ponte, margens verdejantes e um idoso a molhar os pés no rio Salas, foi a primeira imagem desta secção. Nada mais havia a fazer senão sentir a frescura do sitio e parar para uma merenda.
Com o estômago mais aconchegado, parti-mos pela margem do rio, observando a fauna que se deixava ver, principalmente belas libelinhas azuis, e deliciados pela frescura da flora. O trilho transformou-se numa sucessão de pedras, saltos, carreiros com declives acentuados, enfim, um festim para o caminhante. Por esta altura apercebo-me que tinha perdido a minha navalha na merenda e dou uma corrida para a procurar. Encontrei-a mas foram mais 45 minutos de atraso.
Infelizmente aconteceu uma desgraça. A maquinaria pesada, ao abrir caminho, escondeu uma das placas entre vegetação alta, nada fácil de encontrar. Ora como, exactamente neste ponto, se intercepta outro trilho e a placa desse outro trilho está à vista, seguimos o trilho errado por vários quilómetros. Pouco liguei ao GPS e não reparei que estava a dar uma curva estranha. É o que faz o excesso de confiança. Só quando vi que estava demasiado perto da barragem de Embalse de Salas (penso eu que é assim) é que me apercebi do erro. Toda a zona está a ser reflorestada e a vegetação é rasteira. Foi fácil traçar uma linha mais ou menos recta até ao ponto de engano. Por esta altura já a agua da minha companheira estava no fim e eu pouca tinha. Ainda demorei um pouco a encontrar a tal placa escondida na vegetação e depois disso deparei-me com um dilema. Regressar para encontrar água na aldeia mais próxima ou fazer o resto do percurso. Ainda por cima a tarde estava a esmorecer e teria-mos que voltar ao parque de campismo. Tomámos uma decisão um bocado parva: a minha companheira voltou à aldeia para se abastecer de água e eu apertei a mochila e comecei uma corrida até à aldeia de Salgueiro.
Mal sabia eu do nível de inclinação que me esperava. A paisagem continuou sempre espectacular mas eu estava demasiado focado no meu objectivo para a apreciar devidamente. Cheguei a um ponto que não consegui correr mais.
Finalmente, Salgueiro! Uns minutos para descansar, apreciar a aldeia, umas fotos de prova e beber metade da água que me restava e tinha que tomar o caminho de volta. Costuma-se dizer que para baixo todos os santos ajudam. Assim foi mas arrisquei um pouco demais e uma queda àquela velocidade nas enormes pedras do Gerês não teria sido uma coisa bonita de se ver. Com a ajuda da gravidade, vontade de chegar rápido perto da minha companheira e medo de ficar de noite no trilho, depressa cheguei ao ponto de partida da minha corrida. Provavelmente os quilómetros mais rápidos que fiz até hoje. Mais tarde apaguei o track GPS sem querer .
Bebi os goles que me restavam de água. Só faltava o troço de rio que vinha da barragem e me levaria à aldeia. Mais um esforço e num instante encontrava-me com uma garrafa de água na mão, que bebi em segundos.
Ainda deu tempo para uma troca de palavras com um habitante da aldeia e seguimos a passo apressado para o nosso destino. De volta à Clamadoira, a água fresca corrente soube às mil maravilhas. É uma sorte este trilho ter água tão boa disponível.
Este relato vai longo. Quero só avisar que a partir daqui, no caminho de regresso, por ser perto da noite, os insectos atacam em força e teimam em enfiar-se nos olhos!
Outra coisa não se pode dizer a não ser que é um trilho altamente recomendado com uma dificuldade média/alta. Fica uma tentativa de filmar uma libelinha e a localização do Ruta Torrente – Clamadoira – Salgueiro
Numa cidade onde se cruzam vários trilhos, incluindo o GR25.1, caminho de S. Tiago de Compostela, seria de esperar encontrar placas com indicações escritas para o inicio de cada um deles que marcações pertencem a qual. Mas quem for à espera de encontrar tais placas em Montalegre vai muito bem enganado e pode passar algum tempo à procura do inicio do trilho certo. As informações online também são escassas. É necessário uma visita ao posto de turismo para nos indicarem onde começa o que. Mas atenção que algumas placas que apontam para o próprio posto de turismo também estão erradas! Funciona no ecomuseu, próximo do castelo.
Uma das aldeias
Bem, depois de nos colocar-mos no caminho certo, já à saída de Montalegre, percorremos uma estrada alcatroada até encontrar uma de terra batida que nos leva para o meio da floresta. Esta estrada e as seguintes, são na sua maior cheios de pó, largas e um bocado chatas não fosse a excelente paisagem de sobreiros ou carvalhos (não me lembro bem agora que penso nisso) com musgo (barba de velho?) que se mostra do nosso lado direito. Ao longo dos 21kms de extensão do percurso esperam-nos grandes vistas panorâmicas e bosques encantadores.
Fiz este percurso no sentido contrário ao recomendado, passando primeiro por Cambezes do Rio, uma aldeia encantadora onde pudemos reabastecer de água, aliás este percurso tem várias fontes em várias aldeias. Deixei portanto as vistas sobre a Albufeira do Alto Rabagão para o fim do dia, com o sol mais inclinado o que proporcionou uma agradável vista sobre a albufeira. Infelizmente os fogos florestais marcaram o horizonte constantemente.
Não vou descrever todas as curvas do percurso até porque a memória não é tão boa como desejável mas posso recomendar o percurso e dar alguns concelhos: primeiro, fazer o percurso com tempo, sempre são 21kms. Parti já perto das 15 horas o que me fez acelerar o passo e terminar já quase escuro. Segundo, levar calças. Gosto muito de calções mas as pernas acabam num estado pouco bonito por causa do mato rasteiro. Terceiro, dar muita atenção às marcações e não caminhar para muito longe em caso de duvida. Existem certos pontos onde as marcações estão pouco visíveis e na falta de mapa detalhado é necessário procurar o caminho a seguir. Por falta de informação não visitei o Fojo do Lobo de Avelar, estrutura que tinha como fim a eliminação dos lobos que perturbavam os rebanhos nos tempos idos.
A última parte do percurso é uma repetição da estrada de pó inicial. Mas esta estrada é facilmente perdoada se pensarmos no resto do percurso. De forma circular, com 21kms de extensão, flora e fauna com fartura não pode levar outro selo que não o do recomendado!
Este deve ser um dos trilhos das aldeias do Xisto mais fácil de chegar até ele. Fica próximo do IC8 e tem bons acessos secundários. Isto acontece também porque próximo desta aldeia existe uma praia fluvial. Isto é um pau de dois bicos. Se por um lado torna melhores os acessos e a visibilidade da zona, por outro lado as obras de apoio na praia e a quantidade de emigrantes desvirtua uma zona de rio que deveria ser quase completamente selvagem. Lembro-me da primeira vez que visitei este local, na minha adolescência. Tinha pouco mais que uma ponte de madeira e na altura, parecia-me ter outro encanto. Mesmo com a enchente de pessoas é uma praia fluvial que merece a visita. Nota para as excelentes vistas que se obtém a partir dos penhascos que rodeiam a praia.
Bem, quanto ao percurso que pode começar nesta praia ou um pouco mais acima, no caminho que lhe dá acesso é uma maravilha. Acompanhamos cursos de água na maior parte da sua extensão, zonas frescas e verdejantes. Encontramos algumas casas pelo caminho, moinhos, campos cobertos de silvas, vestígios de agricultura de outros tempos. Estradas empoeiradas são muito poucas. Reinam os pequenos trilhos marcados na vegetação onde seguimos em linha recta.
O pico do verão seca algumas partes do percurso pelo que será ainda mais bonito numa meia estação.
De dificuldade média, não é aconselhável em alturas de muito calor a pessoas sensíveis ou pouco resistentes.
Plenamente recomendado e provavelmente a repetir!
Queria revisitar este local fantástico mas não sabia muito bem como para lá ir e que trilho fazer. O que é estranho pois vivi a minha adolescência num local não muito afastado. Acabei por seguir um trilho gps do Vale do Poio.
Convém frisar que este local fica situado na Serra do Sicó, um dos melhores lugares em Portugal para a prática do BTT mas seria a caminhada de igual qualidade? Parece que sim.
O inicio do trilho não me espantou muito. Alcatrão para subir a um santuário um pouco patético e para lá deste, estradão. Vale pelas vistas e pela vegetação. Mas assim que fazemos um corte abrupto à direita, para entrar no vale cultivado a coisa muda de figura. Os estradões dão lugar a estradas cada vez mais estreitas até culminarem em trilhos de pedra com vegetação que nos cobre. Os sons da natureza aproximam-se e a nossa mente é levada a imaginar como seria a vida neste local à milhares de anos.
Rochas Vandalizadas
A dada altura, assalta-nos a vista a primeira imagem do Canhão do Vale do Vale do Poio. Á medida que avançamos a imagem é magnificada e quase que queremos procurar por vestígios pré-históricos. Pena é que os vestígios que mais encontramos são de homens modernos com o cérebro menos desenvolvido que um homem das cavernas.
É um trilho recomendado, só é necessário alterar a parte de estrada e estradão. Um local a visitar obrigatoriamente.
Mais informações sobre o Canhão do Vale do Poio e zona envolvente
Manhouce é um pequeno lugar pertencente ao concelho de São Pedro do Sul, serra da Gralheira, um daqueles lugares onde o tempo teima em não passar depressa. Placas de xisto gravadas identificam cada um dos edifícios, também eles na maioria, de xisto. Graças à via romana de Porto a Viseu, este foi um lugar marcado por uma mistura de culturas. Importa ainda referir que esta é a terra de uma ilustre desconhecida. Isabel Silvestre empresta a voz à musica Pronuncia do Norte.
Este é um percurso que fiz em grupo, coisa que não fazia à bastante tempo. A companhia dos membros do Tocacaminhar alegrou todo o caminho. Percurso circular com cerca de 16kms e algum declive, demora umas horas a ser percorrido. Fizemos o percurso no seguinte sentido: Manhouce, Quinta das Uchas, parque de merendas, Gestosinho, Bondança, Salgueiro, Malfeitoso, Lageal.
O PR1 Rota de Manhouce começa em frente à escola primária. Não muito longe dali atravessamos uma pequena ponte que impressiona pela altura. O trilho logo nos manda para fora de estrada, como se quer, para visitarmos o rio e as suas cascatas que da ponte nos pareciam distantes. O encanto dos pequenos poços criados pela força da água é tentador mas ainda não estamos em alto verão para poder molhar o pézinho. De notar que ao longo de todo o percurso são vários os moinhos abandonados que se podem avistar pelas margens dos rios e ribeiros.
A partir daqui é sempre a subir, atravessando alguns terrenos de pastoreio com cabras amistosas. Dependendo do ritmo da caminhada chegamos a um simpático parque de merendas a tempo de um almoço que, depois da longa subida, sabe muito bem. Nesta altura do ano, se o dia não for dos mais quentes, é melhor não demorar muito à sombra das árvores para o corpo não arrefecer demasiado.
Este parque é um pequeno desvio ao percurso mas, não fosse um companheiro que já tinha feito o trilho, é complicado acertar no caminho certo devido à falta de sinalização! Esta é uma constante negativa ao longo de todo o trilho provocando pequenos enganos.
De novo no trilho, começa a caminhada em direcção à zona mais rochosa do percurso e também a mais interessante.
Desde largos estradões, com vista para os montes, onde pasta gado bovino à solta (não assustar os animais) a pequenos caminhos ladeados por pedras cobertas de musgo a paisagem é um regalo. Em Bodança passa-mos por uma curiosa reserva de Azevinhos que circundamos por estrada de pedra em direcção à aldeia.
A chuva ameaçou a caminhada e por breves momentos fizemos abrigo de uma garagem numa das pequenas localidades por onde passa o trilho. Estas localidades tem muitas vezes em seu redor socalcos verdejantes que dão um encanto humanizado à paisagem.
Percurso recomendado! Localização do PR1 – Rota de Manhouce
Folheto do PR1 – Rota de Manhouce capa e interior.
Das vezes que percorri os percursos BioRia apercebi-me do problema e pensei que ninguém iria pôr fim a utilização dos caminhos pedestres por veículos motorizados. Parece que me enganei e a Câmara de Estareja parece empenhada a interditar estes trilhos aos chicos espertos. É lógico que a regra não se pode aplicar a máquinas agrícolas e outras necessárias à exploração daqueles terrenos. Não sei é se apenas o reforço da sinalização surte algum efeito mas a ver vamos!