Assalto ao Caramulo 2009, a vitória!

Mais uma voltinha de btt, mais uma molha!! Depois de uma noite atarefada em que o sono tardava em aparecer por causa da excitação do dia seguinte o despertador parece que tocou um pouco mais cedo do que era suposto. Mas não, eram mesmo horas de vestir a farda e ir direito ao quartel de Vila Nova de Monsarros para o Assalto ao Caramulo de 2009.
A maior parte dos soldados já estava nos seus lugares e as bicicletas prontas para o arranque. O ataque começou com um breve briefing do comandante Faísca seguido de uma descida até ao café. O dia começava chuvoso. Mesmo assim, por serem sete da manhã, tinha esperança que com o raiar do sol a chuva se fosse. A verdade é que o sol nem se viu durante todo o dia.
As tropas seguiram animadas, confiantes e a bom ritmo ao encontro no inimigo. Dentro de pouco tempo começava a primeira subida. Primeira e única: 30kms a subir. À medida que progredia no terreno sentia que a minha preparação contra o frio estava a ser eficiente. Até começar a passar pelas poças de água e a chuva repassar o impermeável do lidl que me emprestaram que de impermeável nada tem! Começaram as primeiras dificuldades técnicas: selins desapertados e correntes partidas. Também sofri deste mal de correntes partidas. Felizmente foi o elo de ligação que saltou e consegui encontrar as peças para voltar a ligar a corrente. A partir daqui não tive mais problemas com a corrente. Algum lixo que estava acumulado no elo. Não valia a pena pôr óleo nas correntes. A lama e chuva rapidamente o eliminam. Era o inimigo a vir ao nosso encontro. Uma coisa é certa. A animação continuava, não seria assim que seriamos derrotados. Interessante? Continuar a ler Assalto ao Caramulo 2009, a vitória!

Assalto ao Caramulo

Vista do tasco de Malhapão de Cima, sem neve

Vista do tasco de Malhapão de Cima, sem neve

Amanhã é dia de batalha!!
O objectivo: subir ao Caramulinho de bicicleta. Já o fiz mas esta iniciativa tem contornos diferentes.
O meu objectivo: pedalar com neve! :D
O plano: vários grupos de BTT juntam as suas tropas no sopé do Caramulo e a partir de vários pontos sobem até se encontrar no topo.
O inimigo está armado com: chuva, neve, frio, subidas, manadas de gado e outras surpresas.

O meu armamento:

  • Calças… esqueçam lá os calções, talvez até com collants por baixo.
  • Camisola de base transpirável + casaco windstopper + capa chuva .. espero que chegue senão vai também um polar!
  • Meias finas + qualquer coisa impermeável + meias grossas (dica retirada do forumBTT) ou ir comprar umas meias de inverno a sério tipo as Assos
  • Luvas windstopper … as minhas Gore não são muito impermeáveis e são finas, a ver se não me corre mal. De qualquer forma levar luvas secas na mochila nem que sejam de verão ou umas de uso normal.
  • Protecção para as orelhas… ainda não tenho esta parte.
  • Comida e água!!
  • Roupa de substituição na mochila: meias!!
  • Dinheiro para o reforço no tasco de Malhapão de Cima :)
  • Amanhã às 7 da manhã arranco com as tropas de Vila Nova de Monsarros. Não vai doer nada.

BTT Vouzela Novembro, uma molha e um empeno

Vouzela tem-me servido como tratamento de choque. Quando montei a minha actual bicicleta de btt e me reiniciei neste desporto, qual foi a primeira coisa que fiz? Ir a Vouzela. Não fazia ideia de como era aquilo, apanhei um grande empeno. Mas estava calor e a coisa fez-se apesar de não pedalar a sério à quatro anos. Isto em 2007. O Verão de 2009 também não foi verão de grandes pedaladas e isso nota-se perfeitamente na minha forma arredondada. Para exorcizar estes hábitos pouco saudáveis (afinal a bicicleta é cara, não é para estar parada), toca de ir a Vouzela.
A pequena viagem para lá não foi muito animadora. Chuva forte e granizo na estrada não davam muita vontade de pedalar. Mas quando passaram carros por mim com as bicicletas em cima pensei “afinal não sou o único tolo” e não dei meia volta à carroça. Mesmo assim, já estacionado perto das piscinas, estive vai e não vai e só me decidi a pedalar à ultima da hora. Até me esqueci de dar o nome.
A primeira parte do percurso fez-me pela antiga linha de comboio de Vouzela até S. Miguel do Mato. Este caminho já eu conheço bem das travessias do Vale do Vouga. Depois da igreja velha de S. Miguel do Mato (já por lá andei a explorar e é um monumento interessante assim como o cemitério, mas a cair) o caminho seguiu pela direita, pelo mato. Uma das coisas em que reparei foram vários marcos de pedra, talvez alminhas, tenho que lá voltar para investigar melhor. Apareceu alguma pedra escorregadia e o pneu GEAX Saguaro que levei, pneu de 12€ se não me engano, não se portou nada mal nem aqui nem noutra ocasião. A frente foi comandada por um imponente Kenda Navegal 2.35… um exagero talvez.
Por esta altura já os pés, mãos e braços se queixavam da chuva e do frio. Mas era preciso continuar e as pequenas amostras de sol faziam acreditar que até ia correr bem, pelo menos até ficar cinzento e chuvoso novamente. Já me esquecia do reforço, um bolo, uma maça e uma barra. Relembro que este evento é grátis e é tudo feito com boa vontade. Além disso oferecem simpatia aos molhos.
O percurso lá seguiu por entre várias aldeias de que não sei o nome, por entre umas subidas e descidas, enganei-me, tive que fazer umas subidas a mais, as pastilhas dos travões, pelo menos a traseira não é para este tempo e outras coisas mas lá se ia avançando. Ah, e atravessar uma ribeira bem funda (vá, um metro) com sapatos de encaixe a tentar não cair das pedras e água bem gelada? Este pessoal de Vouzela é que curte!
Isto tudo foi esquecido em alguns minutos quando me apercebi que estava num single track fabuloso, digno de um filme de btt. Não que fosse demasiado técnico mas a beleza do inverno, as curvas, os sobe e desce… excelente! Isto penso que foi antes de Fataunços, acabava numa pequena ponte de pedra, tenho que pedir a localização GPS desta maravilha.
Foi mesmo depois deste track, na zona de Fataunços que desisti debaixo de chuva. O frio era demasiado (ainda se fosse só frio e estivesse seco) e a minha opção com mais dois colegas do pedal foi seguir por alcatrão até Vouzela. Não demorou muito até estar debaixo do chuveiro de água quente a tentar reanimar os pés e a arrancar areia do cabelo.
Este tipo de tempo e de percurso não é muito saudável para a bicicleta mas faz tudo parte do BTT. Com certeza o almoço convívio animou a malta mas, apesar de depois me arrepender, não fui. O pessoal de Vouzela sabe bem receber e quem corre por gosto não cansa!
Até à próxima!

BTT Vouzela, encontro de Novembro

A rapaziada dos lados de Vouzela organizou já para o próximo fim de semana, dia 29 de Novembro, mais um encontro de btt daqueles mesmo mesmo bons e à borla! Já por aqui falei da qualidade de acolhimento e trilhos que aquela malta proporciona. Decorre em simultâneo um passeio pedestre para acompanhantes.

BTT Vouzela Novembro
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1ª Maratona de Aveiro

Nunca pensei ficar contente pela minha condição física andar tão em baixo. Mas a verdade é que não participei nesta maratona exactamente por não me julgar em condições de fazer os 90kms exigidos nesta primeira maratona de Aveiro em tempo digno e sem sofrimento de maior. A julgar pelos relatos de quem participou na primeira maratona de Aveiro foi o melhor que fiz. Tenho muita pena que assim tenha sido. Gosto de Aveiro e quero o melhor para esta cidade mas a organização deste evento ou falta dela que tinha vindo a ser demonstrada nas ultimas semanas apontava para o fracasso. Não vou falar da prova em si, pois não estive presente, portanto não tenho nada que opinar. No entanto não quero deixar passar em claro algo que me deixa bastante indignado.
Um evento desta envergadura, com mais de 1000 participantes, pode tanto abrilhantar como denegrir uma cidade, toda a região e colectividades associadas por isso é preciso muito cuidadinho. Mas as consequências deste evento são mais graves e talvez seja um ponto de viragem na organização de maratonas. Vejamos, para mim, deixa de ser simplesmente uma má organização para passar a ser uma fraude, um crime público em que a câmara, que só dá a mão aqueles que falam de milhares, dá a mão. É algo que deve acabar em tribunais. A empresa, Atletica, deve ser punida pelos seus actos, deve-lhe ser incutida responsabilidade pela falta de assistência médica aos ciclistas (três horas à espera de transporte), pela negligência com que trataram menores que puseram a trabalhar para si a custo zero (pelo menos um miúdo abandonado na zona de Albergaria), pela falta de condições com que receberam seres humanos (ver o relato no forumbtt). Existe ainda um outro pormenor que causa uma certa espécie. Porque é que uma empresa, paga pelos participantes, tem que ter voluntários? Quer dizer, não deve ser a empresa a assumir todas as necessidades e custos da prova? Alguém me explique.
Quanto ao pequeno Grupo Desportivo de Verdemilho, que tem pessoas apaixonadas pelo BTT, pelo convívio, pela bicicleta, pelo desporto, pela mobilidade, aceitou colaborar com a melhor das intenções. Não merecem ter o seu nome junto ao nome daqueles que cometem este tipo de fraude. Estes, como outros colaboradores, são a verdadeira essência do BTT Um bem haja a todos aqueles que vêm na bicicleta a sua forma de estar e não a forma de ganhar dinheiro fácil.

Ter sucesso no Ebay

Umas pessoas esforçam-se mais que outras para que os seus negócios no ebay tenham sucesso. Umas levam o esforço para outro nível como este indivíduo que para vender o seu crank Campagnolo colocou-o a ser segurado por uma jovem de seios ao léu! Vivam as bicicletas! Ora se existisse Ebay Portugal, com a quantidade de posters das oficinas mecânicas, não sei como seria :) Carregar na foto para ver as restantes.

Bicicletas antigas

A procura de bicicletas têm aumentado e de que maneira. As bicicletas antigas não são excepção e os preços sobem até ao ridículo. O pior é que muitas vezes as bicicletas acabam por ser vendidas por esse preço ridículo quer por ganância do vendedor, quer por ignorância do comprador.
Não sei muito bem a que se deve esta procura. Penso cá para mim em possíveis razões. Primeiro a moda do BTT. Sim, hoje é um moda, toda a gente quer fazer BTT para se mostrar desportista, saudável e tal. Nem que seja só dar uma volta na praia e levar o carro com a bicicleta até lá. Mas esta moda é capaz de não ter influência directa nas bicicletas antigas. De qualquer forma muitas lojas de bicicletas, ou melhor, lojas de BTT aproveitam a onda e colocam nas suas montras bicicletas de passeio, bicicletas de criança, réplicas de pasteleiras, enfim, uma confusão que ninguém se entende. É preciso cuidado com esta prática. As lojas que querem abranger uma larga fatia de mercado têm tendência a falir. O futuro está na especialização. À frente, o que interessa aqui são as tais réplicas de bicicletas pasteleiras. Normalmente repletas de material de qualidade inferior são pedidos preços na ordem dos 300€. São bicicletas com componentes vindos do mercado asiático ou de produção descuidada. Para dar um exemplo quando se aperta uma das manetes de travão destas bicicletas, no caso do travão de alavanca, a maior parte da força é perdida nas peças e a que chega ao calço não chega para imobilizar a bicicleta. Que é como quem diz: dobra tudo e não trava nada. Por muito menos dinheiro pode-se arranjar uma bicicleta antiga usada mas de muito melhor qualidade. Por exemplo, ainda um pouco antes desta febre das bicicletas antigas dei 50€ por uma bicicleta pasteleira de 1982 em muito bom estado, aliás, está a andar como a comprei. Não se pode dizer que seja uma bicicleta merecedora de estar numa colecção mas cumpre o objectivo: é robusta, anda e não é cara.
No que diz respeito a bicicletas antigas, existem alguns tipos diferentes e portanto aficcionados de um, alguns ou todos os tipos de bicicletas.

  • Bicicleta Pasteleira: se calhar muitas pessoas questionam-se sobre o que é uma bicicleta pasteleira. Pensava que seria de conhecimento geral mas parece que assim não é e há quem pense que estamos a falar da mulher que faz os bolos! A Bicicleta Pasteleira têm o seu nome da expressão “andar a pastelar” ou seja, andar devagar, andar a fazer tempo. São bicicletas pesadas, robustas, confortáveis que normalmente utilizam uma transmissão de três velocidades. Utilizadas num sem número de profissões marcam toda uma era.
    Bicicleta Pasteleira

    Bicicleta Pasteleira

  • Bicicleta Chopper e Muscle Bike: temos que distinguir duas coisas. A bicicleta chopper moderna e a bicicleta chopper clássica. As duas têm a sua origem no mundo do motociclismo mas enquanto a moderna se assemelha a uma mota sem motor a outra nem por isso. A Raleigh fabricou mesmo um modelo chamado Chopper, um dos seus maiores sucessos. Já as Muscle Bike têm as suas origens mais centradas nos Estados Unidos transpondo o mundo dos automóveis musculados tipicamente americanos para o imaginário das crianças em forma de bicicleta. Na sua maioria são bicicletas de roda 20. O conforto não é o maior trunfo deste tipo de bicicleta antiga. Neste blog existe já uma mostra das minhas três bicicletas deste tipo: uma Esmaltina Fúria com que pedalo frequentemente, uma Ross Apollo Racer e uma Stelber StratoStreak 3.
    Muscle Bike

    Muscle Bike


    Raleigh Chopper

    Raleigh Chopper

  • Bicicletas dobráveis roda 20: este é um outro tipo de bicicleta utilitária. Portugal já produziu bastantes modelos destas bicicletas antes dessa industria entrar em declínio (de onde ainda não saiu). Leves, fáceis de arrumar e muitas vezes também com três velocidades fazem as delicias não só das crianças mas também e principalmente de senhoras que preferem uma bicicleta mais baixa. Tenho três destas bicicletas: uma bicicleta Portuguesa Vilar De Luxo, uma bicicleta Inglesa Triumph Twenty (não dobrável) e uma bicicleta Italiana Ariela.
    Esmaltina M20

    Esmaltina M20

  • Bicicleta de Corrida: este é um mundo sobre o qual pouco sei. O mundo da roda fina tem os seus coleccionadores empenhados em conseguir todos os pormenores originais de uma bicicleta. São bicicletas que exigem carteiras bem recheadas e um gosto muito especial por ciclismo de estrada.

É claro que as categorias de bicicletas antigas não se resumem a estas. Entre umas e outras existem variações, modelos, modas. E ainda cada pais é marcado por um estilo próprio. Uma bicicleta antiga Alemã é muito diferente de uma bicicleta antiga Italiana.
No fim de contas, se não somos coleccionadores, não importa muito. Desde que seja barata, esteja em bom estado e ande é o que é preciso para salvar uma bicicleta antiga. Sinceramente é preferível utilizar as bicicletas antigas no dia a dia do que restaurar apenas para ficarem em exposição, a menos que sejam já peças de museu como esta bicicleta Peugout de 1908.

BTT Challenge Series 4ª Etapa

Tomada dos Fortes

Tomada dos Fortes

Parece que se aproxima a passos largos a 4ª etapa do BTT Challenge Series, desta vez para os lados da Póvoa de Santa Iria no dia 14 de Novembro: Tomada dos Fortes. Interessante? Continuar a ler BTT Challenge Series 4ª Etapa

PEUGEOT BB1 Greenwash

Ora mas quando é que o povo se convence que os carros eléctricos não são solução para ninguém. Certo que a carteira irá ter mais uns tostões que sobram da gasolina que não se compra. Certo que não são poluentes… esperai, então como são fabricados? A sua construção não polui? Claro! E muito! E o que fazer com as baterias a longo prazo? O automóvel não vai deixar de existir, nem deve. Seja movido a que combustível for. Não podemos é olhar para ele como solução de mobilidade urbana. Deve estar guardado na garagem para as deslocações onde os transportes públicos não cheguem. Deve ser usado em caso de verdadeira necessidade (no meu caso para visitar os família que vive em aldeias onde não se chega de outra maneira). Deve ser utilizado como último recurso e não como o pão nosso de cada dia. Todos sabemos, ou pelo menos os conscientes, que um carro eléctrico, mesmo pequeno como este, não vai deixar de provocar engarrafamentos, stress e mais umas quantas maleitas. A cidade não precisa de carros!
Posto isto, porque raio é que a Peugeot faz um vídeo publicitário do seu futuro carro eléctrico rodeado de bicicletas fixed gear? Em que é que se podem comparar? Por ventura a bicicleta usa baterias? Por ventura o carro faz movimentar o nosso corpo de maneira a prevenir doenças como a bicicleta faz? Juro que não percebo este vídeo. Tudo o que vejo é uma jogada de marketing de muito baixo nível.

Já agora, para quem se estiver a questionar, uma bicicleta fixed gear é uma bicicleta sem roda livre ou seja com uma transmissão directa. A aceleração e travagem são ambas feitas com a força das nossas pernas. Será escusado dizer que não se pode parar de pedalar como numa bicicleta normal. É o expoente máximo da simplicidade num transporte humano. Coisa que um automóvel nunca será.
Alguém sente o mesmo que eu ao ver o vídeo?

Fixed Gear

Fixed Gear

VI Encontro Nacional Bicicletas Antigas da Burinhosa

Às 9 e pouco da manhã cheguei da minha viagem de bicicleta pasteleira à localidade de Burinhosa. O pagamento estava feito, era altura de descansar, cumprimentar conhecidos e ir apreciando as bicicletas antigas.
Enquanto tirava algumas fotografias a uma Quadrant de 1890, alertado para a presença desta pelo Rui, aparece o ‘maior carteiro da zona norte’, pessoa que anima qualquer local onde se encontre. Trajado de época, levava uma bicicleta que faz alguma confusão pois é enfeitada pelo próprio mas parece original. Acabou por me oferecer uma máquina fotográfica Agfa, que agradeço novamente. Ainda fomos tirar a fotografia de oferta mas, segundo os meus padrões de qualidade, o resultado desiludiu mais uma vez. No entanto para o participante que não liga a pormenores é um toque importante.
Um pastel de nata depois chegam mais amigos e a festa começa a compor-se. Além dos pasteis de nata havia figos, café e mais uns bolinhos à disposição.
Eram já perto de 10 horas quando se começou a pedalar pelas ruas da Burinhosa em direcção à costa. Não é fácil controlar 300 bicicletas e os pequenos atritos com os automóveis começaram logo no inicio. Uma mulher gorda sebosa dentro do seu imponente carro, acompanhada pelo marido também gordo não teve a gentileza de esperar um pouco avançando em direcção às bicicletas atingindo uma rapariga, felizmente sem consequências. Ora mas é claro que foi o suficiente para uma pequena guerra e a gorda cometeu o erro de fechar o vidro do automóvel enquanto falavam com ela. Foi logo porta aberta e um pequeno estoiro nas trombas sebosas. Claro que por esta altura já tinha bicicletas a bloquear a passagem do carro, não fosse o espirito assassino da gorda aflorar mais uma vez. Pode não ser a atitude mais correcta mas parece que só assim aprendem.
Adiante! O percurso passou por uma estrada sem ciclovia e os condutores de automóveis não estavam com muita paciência para a festa e só por sorte não aconteceram acidentes graves, tal eram as velocidades praticadas. Verdade seja dita, muitas vezes os ciclistas também ocupavam mais que uma faixa, o que seria de evitar. Uma paragem para as bebidas agravou esta situação bloqueando a estrada. Não sei muito bem como mas talvez seja um ponto a rever.
Depois de entrar na ciclovia as coisas andaram mais certas e mais calmas. Os participantes tinham uma senha para trocar por uma bebida num bar da praia. O problema é que eram já quase umas 12 horas e o que apetecia era mesmo comer. Já transmiti esta minha critica ao Rui, com todo o respeito pelo seu trabalho.
Por falar em comer, o parque de merendas escolhido já não estava longe. Apesar de não haver mesas suficientes umas toalhas no chão serviram bem para o efeito. O local em si estava um pouco sobrepovoado e cheio de automóveis mas nesta altura do ano é normal. O local do ano passado era mais bonito, sem duvida, mas demasiado longe.
Com o estômago aconchegado pela comida e bebida era altura de ir inspeccionar as bicicletas participantes, tirar fotografias e conversar. Estavam presentes bicicletas para todos os gostos: restauradas verdadeiras, restauradas falsas, por restaurar mas completas, pasteleiras de senhora e de homem de várias nacionalidades, chopper, de corrida e algumas invenções. Mas só duas ou três prenderam verdadeiramente a atenção. É melhor ver as fotografias que falar.

Foi pena o pouco tempo que os participantes tiveram para conviver, era já altura de pedalar de volta à Burinhosa. Parece que da parte da tarde os automobilistas estavam mais bem dispostos tirando um ou outro menos confortável com a ideia de as bicicletas serem mais mediáticas que o seu carro de gama alta. Nota negativa para uma moto4 que acompanhou o percurso, irritando com o barulho e manobras. No entanto a organização nem sabe de onde choveu o artista e não tem culpa. Ainda dentro das variáveis que a organização não consegue controlar, nota também negativa para os participantes que não sabem beber e incomodam os outros pois já não estariam em condições de conduzir uma bicicleta. Condenável é também a atitude de atirar garrafas de plástico para o pinhal. É um dos problemas destes encontros. A maior parte dos participantes é, digamos, inculto ciclisticamente e ambientalmente falando. Dos 300, no dia seguinte seriam uns 10 a pegar na bicicleta como meio de transporte.
Chegados ao ponto de partida foi arrumar as bicicletas, levantar os brindes e a fotografia, conviver mais um pouco e partir. Quanto aos brindes: mealheiros em barro alusivos ao encontro, uma placa, tshirts e algumas revistas. Não que seja fundamental mas é mais que muitas ‘maratonas’ de btt oferecem.
Resumindo, temos um saldo positivo sendo os pontos negativos na sua maior parte culpa dos participantes ou automobilistas, estando a organização de parabéns.

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