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Trilhos do Sicó
Ah pois é! Depois de aqui ter apresentado o 1º Desafio BTTralhos À Conquista de Roma acabei por não resistir e inscrever-me! Agora que falta pouco cada vez que passo ao largo da Serra do Sicó não tiro os olhos daqueles montes ansioso pelo dia. Pelo desenvolvimento vai ser um dia de BTT – convÃvio – aventura memorável sem pressas e mais importante sem classificações! Ah ainda mais importante sem fitas a poluir a paisagem! Com certeza mais eventos do género irão surgir num futuro próximo, a vaca gorda das maratonas não pode durar para sempre.
Depois da btt-aveiro-sao-pedro-do-sul/”>ligação a São Pedro do Sul não fiz BTT muito por culpa das condições meteorológicas. Ontem fui dar a volta normal até à pedestres-de-agueda/”>Pateira, passando pelas margens de Espinhel e Óis da Ribeira. Foi nesta última que encontrei um tractor a despejar entulho já quase dentro de água. Além disso transformou parte do percurso num lamaçal diabólico. Fiquei na duvida se seria obra da junta de freguesia ou algum particular mais chico esperto. Já aqui à tempo tive que alertar um funcionário para a largada de detritos neste mesmo caminho. Felizmente cumpriu a sua função e o enorme cepo lá depositado desapareceu.
Mais um filme de BTT. Dos poucos filmes que conheço nenhum chega ao Roam mas este Truth and Beaty tem uma particularidade: 3D. Toca a por óculos na tromba e ver as bicicletas mais reais. O trailer em 2D agradou-me mas só as imagens de BTT. A música é de amassar cérebros, as animações de letras parecem feitas por um miúdo. Dificilmente seria um produto que compraria mas fica a sugestão.
Este fim de semana juntei-me, a convite, com meia dúzia de ciclistas para fazer a ligação Aveiro – São Pedro do Sul pela antiga linha ferroviária conhecida como linha do Vouga. Seriam entre 75 e 80kms, dependendo do local de arranque, bastante rolantes como é lógico pois o Vouguinha, como era chamado o comboio que fazia aquela linha, não poderia fazer grandes declives. Já tinha feito a ligação Aveiro – Viseu por isso sabia o que me esperava.
O dia começou cedo, cerca das 7 da manhã, estava o sol a raiar. Um sol bastante bonito por acaso que, apesar da hora, dá um certo encanto ao começo de qualquer viagem. E por outro lado faz-nos sentir vencedores quando as pessoas que passam dentro dos seus carros nos olhos como se loucos fosse-mos.

Casa do guarda
O ponto de encontro foi na intersecção da estrada com a ferrovia no local de Eixo. Dai seguimos para a travessia dos campos do Vale do Vouga. Frescos e com terreno direito chega-se a Sernada do Vouga num piscar de olhos. Esta localidade é o ultimo ponto de paragem que o comboio actual realiza antes de se desviar para outro ramal da linha ainda em funcionamento. É a partir daqui que a viagem em cima da antiga linha começa, tarefa nem sempre possÃvel pois alguns troços estão tapados por vegetação, outros foram reclamados por locais como seus, outros estão debaixo de prédios. Neste ponto já havia um desviador e dropout tortos e perdeu-se algum tempo a tentar remediar a situação. Apesar dos poucos conhecimentos acabei por ser o mecânico de serviço. Não que não goste mas fico frustrado quando não consigo resolver alguma situação!

Afinações em Sernada
Um pouco mais à frente apanha-se a Ecopista construÃda sob a linha, um enorme desperdÃcio de dinheiro na minha opinião. Um tapete vermelho com sinais e marcações desde a foz do Rio Mau até à estação de Paradela. Esta pista não vai demorar muito tempo a começar a degradar-se e é apenas o começo: o objectivo é chegar a Viseu. Claro que isso vai ser o fim destas viagens. Ninguém está interessado em pedalar num tapete vermelho perfeitamente plano.
Curiosamente um dos pilares que impossibilita a entrada de automóveis para a ecopista provocou uma queda de um colega que poderia muito facilmente ter consequências piores do que teve.
ConcluÃda a ecopista, mais uma avaria: dropout partido e corrente entalada na cassete. Perdeu-se bastante tempo a tentar retirar a corrente e o colega azarento decidiu seguir em single speed numa relação 42-20 ou algo do género com a corrente demasiado esticada. Com esta relação, a partir dai, raramente o vimos!
A viagem correu sem grandes sobressaltos, apreciando a beleza da paisagem pela manhã (e que beleza!) e as sucessivas estações, a maior parte abandonada, algumas recuperadas… três vivas para a CP por cuidar do seu património… ou talvez não.
Já próximo de Vouzela tive um grande furo que nos valeu mais algum tempo de atraso – algumas zonas da linha conservam ainda as pedras originais, uma dura prova para as suspensões e pneus.
Daqui às termas de S. Pedro do Sul é uma descida refrescante e divertida. No final desta descida é que nos apercebemos que um dos colegas se tinha perdido ao ficar a tirar fotografias à locomotiva em Vouzela. Locomotiva essa que está sujeita às intempéries e não debaixo de telha.
Com todos os problemas acabamos por chegar à estação de S. Pedro do Sul já eram perto de duas da tarde.
Banho e tacho que isso é que se estava a precisar!
Mais fotos no blog do Grupo Desportivo de Verdemilho.
Por iniciativa própria raramente vou a uma maratona de btt. Mas quando me chateiam muito o juÃzo acabo por me deixar convencer. Desta vez fui Mortágua, uma maratona com cerca de 900 inscrições. Quando cheguei ao sitio só via bicicletas de XC, comecei a assustar-me, estava a ver que ia para o meio dos lobos com a minha btt-mondraker-foxy-r/”>bicicleta de enduro que mais parece um tractor.
Também devido à mudança de horário o frio fazia-se sentir e se há coisa que detesto é estar a tremer para andar de bicicleta. A organização teve a infeliz ideia de não fazer a partida ao sol! Felizmente esta começou sem atrasos.
Afinal não é só a bicicleta que conta e acabei em 52º lugar com 1:53 e mais uns segundos para o percurso de 40kms o que para mim é muito bom. Na verdade não percebo bem isto de contar os segundos quando partimos todos ao molho. É sempre engraçado ficar posições acima de pessoal com bicicletas muito mais leves de vários milhares de euros.
Quanto ao percurso, foi bastante agradável, exigia alguma preparação fÃsica mas nada de muito extraordinário. Boas descidas, single traks, paisagens e claro está, subidas. Preferia um bocadinho mais de percursos técnicos mas não se pode ter tudo. Existia pessoal nos principais pontos do percurso e o abastecimento estava à altura. Não sei que se passou mas a dada altura quase que eram mais os que tinham furos ou problemas de mecânica do que os que continuavam a pedalar. Exagero, claro, mas nunca vi tanto pessoal a pé.
Os banhos foram bem quentes com muitos chuveiros à disposição e o almoço mais que generoso. No entanto criou-se uma fila para o almoço, situação evitável se se começa-se a servir mais cedo ou existissem duas filas.
Já me ia esquecendo: perto do fim dos 40kms um homem estava a oferecer vinho do porto a quem quisesse parar!
Um colega deixou-me em casa uma Scale 30 para lhe dar um jeito e pôs-me à vontade para andar nela. Bom colega, diriam alguns! Assim sendo fui dar uma volta de diagnóstico. A Scott Scale 30 é uma bicicleta feita em fibra de carbono, super leve vocacionada para Cross Country. De qualquer forma os percursos de BTT em Aveiro são bastante planos, a bicicleta joga em casa!
Habituado à minha bicicleta com 150mm de suspensão traseira e 160mm frontal os primeiros metros não poderiam deixar de ser estranhos mas nota-se logo que não existem vibrações estranhas a percorrer o corpo da bicicleta. Não sei porquê mas não gostei nada da suspensão FOX F100 RL. Pareceu-me uma forqueta rÃgida bastante cara mas como pode ser de estar habituado a suspensões com SAG generoso e eu ser mais leve que o meu colega não me vou pronunciar muito sobre isso. Até me parece que a suspensão precisa é de uma boa revisão.
Para começar bem gravei logo os dentes da cremalheira na perna por causa de uma pequena pedra.
A pedalada numa bicicleta rÃgida é realmente outra coisa mas o desconforto ao mais pequeno buraco enerva um bocado. A minha ideia inicial seria fazer o mesmo percurso que faço com a FS e comparar os tempos mas as coisas não correram como planeei. Para começar uma posição de condução diferente exercita os músculos de forma diferente e não demorou muito até sentir as pernas presas.

Geometria Scale Scott 30

Geometria Mondraker Foxy R 2006
No entanto assim que cheguei ao alcatrão a coisa mudou de figura. Atingir valores acima dos 40kms/h é num piscar de olhos enquanto que na FS atingir os 30 já é uma sorte. Mas foi quando apareceram as subidas que a bicicleta mais se revelou e é realmente uma satisfação sentir cada pedalada a ser transmitida para o terreno.
Pelos vistos o meu colega tinha as mudanças mais leves um bocado para o desafinadas ( que já agora foram uma dor de cabeça para afinal, acho que o desviador está empenado… queda? E o facto de ser Shimano também não ajuda), acabei por decidir abandonar os trilhos e percorrer os caminhos que me iriam dar mais gozo: estradões e alcatrão.
Acabei por fazer menos de 40kms e, para minha surpresa, o fundo das costas não me doeu tanto como eu pensaria. Ou a Scott sabe o que faz ou tive sorte.
Ainda deu para incluir uma paragem para a foto mas desculpem a qualidade da mesma:

Scott Scale 30
Por fim um dos pormenores que menos gosto na Scott em geral é a testa do quadro demasiado nua. O head badge no caso da Scott é apenas um desenho pintado. Pode não ter importância nenhuma mas é uma mania que tenho, gosto de ver a testa da bicicleta bonita. A minha bicicleta também não tem nada de especial na testa, apenas um M, ao menos já não é só pintado directamente no quadro. Mas existem algumas marcas com muito bom gosto como o caso da Singulare da Yeti. Pelo dinheiro que custa caia bem algo mais refinado.

Singular Head Badge

Yeti Head Badge

Scott Head Badge

Partida
Acabei por ir a este passeio na ultima da hora em substituição de uma pessoa que não foi. Como sempre ando distraÃdo em relação a eventos organizados e nem tinha conhecimento deste aqui tão perto.
Mas para dizer a verdade, ainda bem que fui. O pessoal da organização foi excelente, o caminho escolhido foi bem bom com muita coisa à mistura: single tracks, estradão, descidas e subidas q.b, riachos (200 metros dentro de um até, com um velho moinho logo à entrada). Uma pequena peripécia: um caminho passava entre dois muros e o meu guiador não cabia, estava a ver que já nem para a frente nem para traz. A comida estava à disposição em quantidade generosa, marcações bem feitas e um dia de sol bonito apesar de algum vento pela manhã. Optei por não levar máquina fotográfica para o percurso portanto as fotos são escassas mas no blog dos cagaréus e no forum btt já estão bastantes. É importante referir: uma pessoa construiu uma pequena ponte de madeira propositadamente para os ciclistas passarem.
O BTT ALbergaria está de parabéns! Ah e verdade seja dita, aquela pessoal tem uma certa piada:

Este foi o resultado da última volta de btt:

Válvula Presta

Válvula Presta
Esta válvula era mais comprida do que o que tenho comprado mas o rapaz da loja disse que não havia problema pois não tinha das outras. Nunca tal me tinha acontecido. Era a segunda volta com esta câmara de ar Slime e ainda são relativamente caras. Ando tentado a experimentar Dr Sludge
Nunca apresentei no blog a bicicleta em que me desloco pelo meio do monte. Mas aqui vai:
- Quadro Foxy R de 2006
- Amortecedor Manitou S-Type SR SPV (já vinha com o quadro
- Rodas que eram de uma Ramson, constituidas por aros Sun SOS, raios dt swiss super comp black, cubos scott 20mm e dtswiss que não sei qual é
- Suspensão Marzocchi All Mountain 2 2007 que pesa 2.5kg
- Avanço Truvativ Hussefelt 60mm
- Guiador Truvativ Hussefelt 35mm 2006
- Punhos Ritchey True Grip Ergo WCS
- Selim Selle Italia Yutak Gel Flow
- Espigão selim Truvativ XR Double Clamp
- Pedaleira Truvativ Firex Team 175mm
- Corrente SRAM PC971
- Cassete SRAM PG970 11-32
- Desviador frente Shimano XT 2006
- Desviador traseiro SRAM X.9 Caixa média
- ManÃpulos SRAM X.9
- Travões Formula Oro k24 160T/180F
- Pedais Shimano SH520
- Pneus Michelin XC AT 2.0
Obviamente não é uma bicicleta para maratonas. Obviamente que não é uma bicicleta para ganhar nada. É apenas para me divertir, descer à vontade (tivesse eu mais jeito) e também sobe com algum esforço. Chamam-lhe Enduro. No fim de contas o que conta é a vontade de pedalar até porque até já lhe meti pneus slick para fazer estrada! Problemas? Não existe bicicleta que os não tenha.

Mondraker Foxy R 2006
Este é o meu selim de BTT. Sei que cada um escolhe o selim que melhor se adapta a si mas não podia deixar de relatar a minha experiência com o Selle Italia Yutaak Gel Flow. É a peça da bicicleta que mais satisfação me dá e onde considero que empreguei melhor o dinheiro. Depois de uns meses a andar com ele cheguei à conclusão que nem preciso de calções almofadados e ultimamente uso uns calções de uso diário. Comparado com o X0 que tinha é como a cadeira do rei. Posso andar andar andar sem me preocupar com as dores ao fundo das costas. Adoro a textura! Parece frágil mas à medida que as quedas foram acontecendo e no inverno com a lama a cair em cima está parece novo. Pode ser um bocadinho complicado de limpar devido ao revestimento ser tipo tecido mas nada que não saia. É fabricado com materiais pouco comuns: borracha Vibram nas extremidades, cobertura em Kevlar/Cordura, inserções de silicone de diferentes espessuras conforme a zona (dai o nome), rails em titânio. Tudo para justificar o seu preço, que não sendo exageradamente caro, não é com certeza um selim acessÃvel.
Quanto ao design, a maior parte pode odiar mas eu simplesmente acho lindo! Parece que temos uma sela na bicicleta. Para este ano existe a versão Troy Lee Design, que não é o Gel Flow:

Selle Italia Yutaak Troy Lee Design
Enfim, aconselho a todos aqueles que gostam de grandes viagens/muito tempo em cima da bicicleta e não se preocupam com o peso pois sempre são 260g segundo o fabricante. Vale a pena experimentar.
Ficam as imagens da minha versão à esquerda e do modelo mais recente à direita:

Selle Italia Yutaak Gel Flow