Como tinha dito quando apresentei uma bicicleta antiga de estrada Mercier procurei saber junto do fabricante com o mesmo nome alguma coisa sobre a mesma. A resposta chegou prontamente, eu é que me esqueci de a publicar:
Dear cyclist,
There have been so many different models produced throughout the years
it is impossible to have a database to cover every bicycle.
We are CyclesMercier USA and cannot offer any clues at this time.
Sincerely,
Franck
CyclesMercier
Assim, fiquei sem saber se realmente a empresa produziu esta bicicleta visto que nem eles sabem mas é capaz de não ter nada a ver não visto que é uma empresa dos Estados Unidos e a Mercier de que falo seria provavelmente
Francesa ou SuÃça. Ficam mais alguns pormenores e a promessa de uma recuperação pois cada vez gosto mais daquele quadro estranho.
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Autocolante do tubo do espigão de selim
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Os belos Mafac Racer
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SÃmbolo de testa Mercier
Já estava para publicar isto quando fiz uma pesquisa com outras palavras chave e noutro browser e descobri algumas informações. Cuidado ao utilizar o google, principalmente nas pesquisas integradas nos browsers, podemos ter resultados diferentes de uns para outros.
Sheldon Brown diz que a Mercier era o principal concorrente da Peugeot nos anos 70 tendo modelos bastante semelhantes.
Na wikipedia podemos ler que a Cycles Mercier, para onde mandei o mail, constituida pela Kinesis Industry e Maxway Cycles nada tem a ver com o fabricante Francês Mercier. A marca pertenceu originalmente ao seu fundador, Émile Mercier, na cidade de St Étienne que foi de resto o centro da industria Francesa de bicicletas devido ao seu passado na produção de tubos para armas.
Nos últimos tempos tenho adquirido algumas bicicletas antigas que a juntar à s que já possuÃa, resultam numa carga de trabalhos acumulados ficando todas por recuperar. Resolvi meter ordem no andamento, armazenar as que estavam por recuperar e começar numa e levar até ao fim. A escolhida foi a bicicleta de estrada Swiss Olympic .
A desmontagem, como sempre, revela mais alguns pormenores. Um aro Weinmann, outro Etrto Made in Belgium, Cubos Shimano Via sendo que o traseiro tem um pequeno autocolante que diz S7. Por acaso fartei-me de fazer asneiras na desmontagem desta bicicleta, tinha o cérebro um bocadinho parado. A desmontagem está encalhada no pedaleiro, espigão de selim e travão traseiro. O pedaleiro porque, apesar da suposta facilidade que seria tirar os braços do eixo quadrado com a ferramenta adequada, estão de tal forma juntos que a força exercida faz com que rebente a rosca do braço e não saia. Ainda estou para ver como vou retirar os braços sem danificar o metal. São braços de 170mm e para quem não está dentro das medidas ou não dá importância a esse pormenor fica aqui um excelente site com informação para obter o tamanho correcto da pedaleira para as nossas medidas. Chamem-lhe braços ou alavancas ou cranks, desde que se perceba do que estamos a falar. O espigão de selim não sai porque o parafuso está moÃdo, igual situação para o travão traseiro. Também ainda não desmontei os carretos de mudanças. É a primeira vez que desmonto algo do género e este ponto é uma novidade. Se ontem à noite estava convencido que o cedo era de enroscar no cubo, hoje acredito que é antes uma cassete, segundo as palavras do grande Sheldon Brown que diz que sempre que um cepo apresenta pequenos sulcos na ponta do cepo trata-se de uma cassete. Esses sulcos são na verdade uma rosca onde o ultimo carreto enrosca e segura todos os outros. Mais, devido à não existência de material novo para substituição pode-se mudar este tipo de cepo chamado Uniglide para um HyperGlide, mais moderno. Um hyperglide leva uma cassete com estrias de diferentes tamanhos de forma a que os dentes dos carretos fiquem na posição correcta para a passagem de mudanças ser mais suave devido à forma dos dentes dos carretos. Carretos Uniglide tem todos os dentes iguais sendo as mudanças mais bruscas mas por outro lado podem-se virar ao contrário. Tanta conversa e à s tantas ainda vou fazer disto uma single speed ou fixed gear se bem que o drop out horizontal não ajuda nada nessa tarefa. Mas isso é conversa para outra altura. De momento tenho que me concentrar em desmontar tudo e limpar. Vou acabar por tirar os raios das rodas para limpar os olhais. A técnica da palha de aço não se mostra muito eficaz. Ou melhor, é eficaz mas deixa pequenos riscos no alumÃnio. O cromado aguenta bem este tratamento, o alumÃnio nem por isso mas se não houver outra solução para tirar a sujidade não ficará assim tão mal.
Descobri ainda o modelo da bicicleta: Modele Vitus. Este encontra-se na pequena peça plástica de passagem de cabos debaixo do eixo pedaleiro.
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Limpeza com palha de aço
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Conjunto travões e farol
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Modele Vitus
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Pedaleira com eixo quadrado
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Dropout
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Aro Etrto
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Aro Weinmann
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Aperto Espigão preso
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Autocolante no tubo
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Autocolante da testa
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Manetes Weinmann
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Guarda lamas Weinmann
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Cubo Shimano Via
Penso que ainda não tinha aqui apresentado no blog a bicicleta antiga com que mais vezes me desloco nos percursos citadinos. De marca Esmaltina, mais uma das velhas marcas que ainda operam mas que nada tem a ver com o que era quando produzia esta bicicleta que apresento. De modelo Fúria! Esmaltina Fúria, designação a que acho uma piada imensa e pelos vistos não sou só eu pois muitas vezes ouço as pessoas comentar o nome Fúria quando passo. Foi com esta bicicleta que entrei no mundo das pequenas muscle bike, adquirida exactamente como está mas com posterior limpeza de cromados e manetes de mudanças novas se bem que não são iguais às originais.
É uma bicicleta estilo chopper provavelmente de 1969 pela datação do cubo Sturmey Archer, selim banana com roda 16 à frente e na traseira uma roda 20 igual a um punhado delas fabricadas na mesma altura com clara inspiração na inglesa Raleigh Chopper. Cubo Sturmey Archer de 3 velocidades com consola de mudanças a meio do quadro para fazer a delicia do publico mais jovem a quem a bicicleta era destinada. TÃpico disco metálico com furações redondas junto à roda livre o que, em movimento, lhe confere um certo dinamismo. Conta também com um suporte central com mola e um traseiro sem mola para pequenas cargas, o que até se revela bastante útil. A Sissy Bar conta com amortecimento que realmente funciona. São apenas duas molas simples mas que dão mais prazer à condução desta bicicleta.
O que mais gosto nesta bicicleta são as reacções de quem a vê passar, uns por acharem estranho, outros por recordarem a sua infância.

Esmaltina Fúria, foto por littlelife

Os primeiros a chegar
Apesar das ameaças meteorológicas o sol veio misturado com o vento o que acabou por proporcionar um dia agradável o suficiente para este encontro ser um sucesso. Os que ficaram em casa com medo da chuva rebolem de inveja.
Viram-se algumas das máquinas do ano passado, outras não apareceram o que foi uma pena mas sei que algumas por motivos um pouco complicados. Cruisers, choppers, muscle bikes, fixed, bmx old school, cargobikes, bicicletas antigas e modernas e uma ou outra sem categoria estiveram presentes. Experimentar as fixed foi uma sensação diferente e uma descoberta de uma maneira nova de andar de bicicleta. Está decidido que quero uma mesmo que não seja a curto prazo. Obrigado pessoal que as levou! O que mais importa é o maior numero de personalizações de que a Bobber do Carreiras foi o expoente máximo (bicicleta a analisar mais tarde).
Acabei por não tirar imagens, uma confusão e levei máquina digital sem bateria mas o que não falta são imagens de quem foi: MA no Amigos das Pasteleiras, MA no flickr (boas imagens), MA no Lisbonize, MA na Massa CrÃtica, MA no youtube. Além disso também existirão fotografias pois andavam pelo menos duas pessoas com máquinas analógicas. Interessante? Continuar a ler Como foi o Movimento Alternativo 2009
A segunda das bicicletas antigas adquiridas no fim de semana dá-se pelo nome de Mercier. É uma bicicleta de estrada com a particularidade de ter um quadro fora do normal. Existe um fabricante activo de nome Mercier contudo desconfio que não terá muito a ver com esta. De qualquer forma vou tentar saber.

Bicicleta Mercier

Travões Mafac Racer
Os selectores voltam a ser Suntour e esta tem uma transmissão de três pratos pedaleiros. Mas é outro o pormenor que salta à vista: os estranhos travões Mafac Racer. Estranhos mas segundo consta eficientes. Até porque foram a marca de travões topo de gama até a Campagnolo se meter ao barulho. São travões Center Pull muito pouco utilizados hoje em dia mas nos tempos em que este tipo de bicicleta era vendido que nem pipocas quase todas os utilizavam e talvez por isso tenham ganho má reputação. Mas as vantagens são muitas: não apertam os guarda lamas; travagem progressiva; pivots mais altos que os cantilever o que flecte menos a forqueta na travagem; esteticamente mais agradáveis.
De resto aquela roda traseira Vuelta não pertence ali e importa ainda referir os apertos rápidos engraçados. Ainda não tenho planos definidos para esta bicicleta, está armazenada.
Da minha ultima visita à Serra do Caramulo resultou a aquisição de mais duas bicicletas antigas. As duas de estrada, as duas estrangeiras. A primeira bicicleta que vou mostrar tem como marca Swiss Olympic, selectores de mudanças não indexados Suntour Power, pedaleira de um só prato e travões Wienmann de muito boa qualidade. De facto esta empresa SuÃça era reconhecida por fazer material excelente. O resto dos componentes tenho que os actualizar mais tarde, deixei as bicicletas no campo e não me lembro de tudo. A fotografia está uma miséria mas prometo melhor.

Bicicleta Swiss Olympic
A pedaleira não poso dizer que seja do mais bonito que já vi no entanto o facto de ser de um só prato já me inspira um ritmo de passeio, que de resto é o que quero para esta bicicleta. Pretendo transformá-la numa bicicleta de turismo, para longas distancias em estrada descontraÃdas, uns alforges a condizer e pneus amarelos a contrastar com o azul que vou manter. Ah e um selim Brooks sem duvida. Não está na foto mas a bicicleta tem guarda lamas, faltando o traseiro. Não sei se os coloque ou não mas aqueles pedais também devem ser substituÃdos por uns mais brilhantes.

Travões Weinmann Type 810
No outro dia fui buscar umas pêras e trouxe as pêras e uma bicicleta antiga. Desta vez uma nacional, Vilar de Luxo bastante comuns e divulgadas. Atenção que a Vilar dos dias de hoje nada tem a ver com a qualidade ou glória de outros tempos limitando-se a vender bicicletas ao kg feias e fracas. Mesmo assim o cromado desta é inferior ao que estou habituado saindo com facilidade. É uma bicicleta roda 20 dobrável ocupando pouco espaço se assim for necessário. Existem variações deste tipo de bicicleta como mostrei com a bicicleta dobrável Ariela. Peço desculpa pela fotografia ter um fundo que distrai bastante.

Vilar de Luxo
Apesar de ter a pintura em estado razoável os cromados encontram-se bastante picados principalmente na roda traseira que irá precisar de uma cromagem. No entanto sendo esta bastante cara por agora apenas estou interessado que a bicicleta ande. Aliás, já está desmontada e a ser limpa na medida do possÃvel. É uma recuperação da parte mecânica deixando os sinais do tempo à vista de todos tendo o cuidado necessário para não alastrarem. É, aliás, uma pratica crescente principalmente no mundo automóvel clássico. Calha bem que até gosto do conceito.

Pedaleira Vilar
Esta é uma bicicleta com um guarda corrente deveras engraçado, para mim baseado nos carros clássicos americanos. Além disso a pedaleira que acompanhava as Vilar é também de alguma graça. Os guarda lamas apresentam frisos cor de laranja e pretos em todo o seu comprimento. Gosto particularmente desta cor de laranja, mais um motivo para a sua recuperação consistir apenas em: mecânica, limpeza, pneus novos e provavelmente selim feito em casa. O picado de ferrugem no cromado que se vê na imagem sai quase completamente com palha de aço, não que fique como novo mas à vista desarmada serve muito bem. Como espero que seja uma bicicleta para usar, nem que tenha que usar uma cada dia da semana, não vou ser muito exigente, perdoem-me os mais genuÃnos restauradores. O primeiro problema com que me deparei na sua montagem são os furos da rosca da roda livre demasiado pequenos para as ferramentas que tenho. Talvez sem uma imagem não se entenda muito bem, assim que possa adiciono. Queria realmente abrir, limpar e lubrificar a roda livre. Até porque estas zonas dos cubos estão normalmente cheias de óleos e resÃduos que saem muito melhor com algo como gasolina mas isso vai afectar a lubrificação interna. Claro que tirando os raios é muito mais fácil limpar a zona do cubo mas não queria estar com esse trabalho agora.
Durante o passeio do ultimo fim de semana e sempre atento a algum ferro velho que possa interessar, tive opurtunidade de experimentar uma bicicleta baseada numa Penny Farthing mas com roda 26 e um pouco feia. De qualquer forma deu para sentir o que é andar numa destas bicicletas. O mais complicado, visto que é pequena e subir para cima da bicicleta é fácil ao contrário das originais, é fazer as curvas! O pedalar sem roda livre, é uma questão de hábito.
Descubra as diferenças:

Penny Farthing antiga
[caption id="attachment_621" align="aligncenter" width="300" caption="Cópia de Penny Farthing"]

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