Bicicleta clássica Esmaltina Fúria

Um amigo tem esta bicicleta antiga estilo chopper para venda. É uma Esmaltina Fúria, bastante completa e em bom estado, rodas 20″ por 20″. Curiosa a forqueta estilo Raleigh. De notar que o selim é para arranjar antes de ir para o novo dono. Estou em crer que é um exemplar raro. Vendida à melhor oferta a partir de 180€. Para qualquer informação utilizem o mail blog@usaralho.net

Bicicleta Esmaltina Fúria

Bicicleta Esmaltina Fúria

Bicicleta antiga pasteleira Raleigh tipo Roadster

Às vezes acho que não deveria adquirir mais bicicletas até acabar de reparar e recuperar as que tenho. Mas depois surgem os bons negócios, as bicicletas lindas que saltam ao olho e nos fazem babar. Foi o que aconteceu com esta bicicleta Raleigh roda 28. A minha primeira bicicleta pasteleira verdadeiramente interessante!
Digo Raleigh sem saber muito bem se estou certo. Em principio é mas a falta do head badge e a falta de furação na testa do quadro para colocar o mesmo faz-me alguma confusão. Disse-me o dono que lhe tinham dito em tempo que é uma bicicleta antiga de 1932. Sem maneira de o confirmar olhei para ele e encolhi os ombros. Certamente recente não é mas confirmar o ano correcto isso já é outra história. O cubo de mudanças Sturmey Archer K5 coloca-a realmente nos anos 30, que para mim já é uma alegria. Já o numero de série Y6138 não corresponde com qualquer numeração Raleigh que tenha encontrado na web, a menos que as não saiba interpretar. Tanto a forqueta, pedaleira e suporte farol são Raleigh. Os pedais tem uma inscrição dificil de decifrar mas estou em crer que são originais. A campainha é uma Lucas THE CHALLIS mas está também toda amassada do uso. Só por causa de uma inscrição no manipulo se lá chegou. O selim já não é original pois é um Socal, feito em Águeda. Guarda corrente não trazia mas poderia ser assim de origem. No grupo eléctrico falta o dínamo e também não faço ideia da marca do farol e farolim. Também é estranho que nenhum dos componentes tenha gravado o emblema Raleigh ou outro qualquer. Ao que eu acho verdadeiramente muita graça nesta bicicleta é o selector de mudanças Sturmey Archer tipo quadrante. Foi isso que me saltou à vista e dá-lhe um ar sábio! Hoje fui dar uma volta de 4 ou 5 kms com ela. Mesmo a precisar de mimos ainda funciona. É realmente alta, pedalamos sentados sem a mínima curvatura nas costas e é difícil fazer curvas apertadas. Depois de nos habituarmos dá vontade de passear o dia todo! É uma verdadeira bicicleta Roadster, categoria onde se insere. Eram bicicletas feitas para durar sem pensar no peso, por exemplo, para trabalhar no campo. Sim, é muito, muito pesada e para a carregar para o apartamento como eu faço não é fácil.
Esta bicicleta antiga não vai ser restaurada esteticamente. É impossível reproduzir aquela cor e textura. A bicicleta vai ser limpa e revista mecanicamente, só isso. Para quem tem uma decoração em casa com vários elementos antigos esta bicicleta não fica mal, é extremamente elegante. Esta passa a ser também a minha bicicleta mais antiga.
Seja como for lá que é uma bicicleta imponente lá isso é. Quase que não chego aos pedais!

Bicicletas antigas

A procura de bicicletas têm aumentado e de que maneira. As bicicletas antigas não são excepção e os preços sobem até ao ridículo. O pior é que muitas vezes as bicicletas acabam por ser vendidas por esse preço ridículo quer por ganância do vendedor, quer por ignorância do comprador.
Não sei muito bem a que se deve esta procura. Penso cá para mim em possíveis razões. Primeiro a moda do BTT. Sim, hoje é um moda, toda a gente quer fazer BTT para se mostrar desportista, saudável e tal. Nem que seja só dar uma volta na praia e levar o carro com a bicicleta até lá. Mas esta moda é capaz de não ter influência directa nas bicicletas antigas. De qualquer forma muitas lojas de bicicletas, ou melhor, lojas de BTT aproveitam a onda e colocam nas suas montras bicicletas de passeio, bicicletas de criança, réplicas de pasteleiras, enfim, uma confusão que ninguém se entende. É preciso cuidado com esta prática. As lojas que querem abranger uma larga fatia de mercado têm tendência a falir. O futuro está na especialização. À frente, o que interessa aqui são as tais réplicas de bicicletas pasteleiras. Normalmente repletas de material de qualidade inferior são pedidos preços na ordem dos 300€. São bicicletas com componentes vindos do mercado asiático ou de produção descuidada. Para dar um exemplo quando se aperta uma das manetes de travão destas bicicletas, no caso do travão de alavanca, a maior parte da força é perdida nas peças e a que chega ao calço não chega para imobilizar a bicicleta. Que é como quem diz: dobra tudo e não trava nada. Por muito menos dinheiro pode-se arranjar uma bicicleta antiga usada mas de muito melhor qualidade. Por exemplo, ainda um pouco antes desta febre das bicicletas antigas dei 50€ por uma bicicleta pasteleira de 1982 em muito bom estado, aliás, está a andar como a comprei. Não se pode dizer que seja uma bicicleta merecedora de estar numa colecção mas cumpre o objectivo: é robusta, anda e não é cara.
No que diz respeito a bicicletas antigas, existem alguns tipos diferentes e portanto aficcionados de um, alguns ou todos os tipos de bicicletas.

  • Bicicleta Pasteleira: se calhar muitas pessoas questionam-se sobre o que é uma bicicleta pasteleira. Pensava que seria de conhecimento geral mas parece que assim não é e há quem pense que estamos a falar da mulher que faz os bolos! A Bicicleta Pasteleira têm o seu nome da expressão “andar a pastelar” ou seja, andar devagar, andar a fazer tempo. São bicicletas pesadas, robustas, confortáveis que normalmente utilizam uma transmissão de três velocidades. Utilizadas num sem número de profissões marcam toda uma era.
    Bicicleta Pasteleira

    Bicicleta Pasteleira

  • Bicicleta Chopper e Muscle Bike: temos que distinguir duas coisas. A bicicleta chopper moderna e a bicicleta chopper clássica. As duas têm a sua origem no mundo do motociclismo mas enquanto a moderna se assemelha a uma mota sem motor a outra nem por isso. A Raleigh fabricou mesmo um modelo chamado Chopper, um dos seus maiores sucessos. Já as Muscle Bike têm as suas origens mais centradas nos Estados Unidos transpondo o mundo dos automóveis musculados tipicamente americanos para o imaginário das crianças em forma de bicicleta. Na sua maioria são bicicletas de roda 20. O conforto não é o maior trunfo deste tipo de bicicleta antiga. Neste blog existe já uma mostra das minhas três bicicletas deste tipo: uma Esmaltina Fúria com que pedalo frequentemente, uma Ross Apollo Racer e uma Stelber StratoStreak 3.
    Muscle Bike

    Muscle Bike


    Raleigh Chopper

    Raleigh Chopper

  • Bicicletas dobráveis roda 20: este é um outro tipo de bicicleta utilitária. Portugal já produziu bastantes modelos destas bicicletas antes dessa industria entrar em declínio (de onde ainda não saiu). Leves, fáceis de arrumar e muitas vezes também com três velocidades fazem as delicias não só das crianças mas também e principalmente de senhoras que preferem uma bicicleta mais baixa. Tenho três destas bicicletas: uma bicicleta Portuguesa Vilar De Luxo, uma bicicleta Inglesa Triumph Twenty (não dobrável) e uma bicicleta Italiana Ariela.
    Esmaltina M20

    Esmaltina M20

  • Bicicleta de Corrida: este é um mundo sobre o qual pouco sei. O mundo da roda fina tem os seus coleccionadores empenhados em conseguir todos os pormenores originais de uma bicicleta. São bicicletas que exigem carteiras bem recheadas e um gosto muito especial por ciclismo de estrada.

É claro que as categorias de bicicletas antigas não se resumem a estas. Entre umas e outras existem variações, modelos, modas. E ainda cada pais é marcado por um estilo próprio. Uma bicicleta antiga Alemã é muito diferente de uma bicicleta antiga Italiana.
No fim de contas, se não somos coleccionadores, não importa muito. Desde que seja barata, esteja em bom estado e ande é o que é preciso para salvar uma bicicleta antiga. Sinceramente é preferível utilizar as bicicletas antigas no dia a dia do que restaurar apenas para ficarem em exposição, a menos que sejam já peças de museu como esta bicicleta Peugout de 1908.

VI Encontro Nacional Bicicletas Antigas da Burinhosa

Às 9 e pouco da manhã cheguei da minha viagem de bicicleta pasteleira à localidade de Burinhosa. O pagamento estava feito, era altura de descansar, cumprimentar conhecidos e ir apreciando as bicicletas antigas.
Enquanto tirava algumas fotografias a uma Quadrant de 1890, alertado para a presença desta pelo Rui, aparece o ‘maior carteiro da zona norte’, pessoa que anima qualquer local onde se encontre. Trajado de época, levava uma bicicleta que faz alguma confusão pois é enfeitada pelo próprio mas parece original. Acabou por me oferecer uma máquina fotográfica Agfa, que agradeço novamente. Ainda fomos tirar a fotografia de oferta mas, segundo os meus padrões de qualidade, o resultado desiludiu mais uma vez. No entanto para o participante que não liga a pormenores é um toque importante.
Um pastel de nata depois chegam mais amigos e a festa começa a compor-se. Além dos pasteis de nata havia figos, café e mais uns bolinhos à disposição.
Eram já perto de 10 horas quando se começou a pedalar pelas ruas da Burinhosa em direcção à costa. Não é fácil controlar 300 bicicletas e os pequenos atritos com os automóveis começaram logo no inicio. Uma mulher gorda sebosa dentro do seu imponente carro, acompanhada pelo marido também gordo não teve a gentileza de esperar um pouco avançando em direcção às bicicletas atingindo uma rapariga, felizmente sem consequências. Ora mas é claro que foi o suficiente para uma pequena guerra e a gorda cometeu o erro de fechar o vidro do automóvel enquanto falavam com ela. Foi logo porta aberta e um pequeno estoiro nas trombas sebosas. Claro que por esta altura já tinha bicicletas a bloquear a passagem do carro, não fosse o espirito assassino da gorda aflorar mais uma vez. Pode não ser a atitude mais correcta mas parece que só assim aprendem.
Adiante! O percurso passou por uma estrada sem ciclovia e os condutores de automóveis não estavam com muita paciência para a festa e só por sorte não aconteceram acidentes graves, tal eram as velocidades praticadas. Verdade seja dita, muitas vezes os ciclistas também ocupavam mais que uma faixa, o que seria de evitar. Uma paragem para as bebidas agravou esta situação bloqueando a estrada. Não sei muito bem como mas talvez seja um ponto a rever.
Depois de entrar na ciclovia as coisas andaram mais certas e mais calmas. Os participantes tinham uma senha para trocar por uma bebida num bar da praia. O problema é que eram já quase umas 12 horas e o que apetecia era mesmo comer. Já transmiti esta minha critica ao Rui, com todo o respeito pelo seu trabalho.
Por falar em comer, o parque de merendas escolhido já não estava longe. Apesar de não haver mesas suficientes umas toalhas no chão serviram bem para o efeito. O local em si estava um pouco sobrepovoado e cheio de automóveis mas nesta altura do ano é normal. O local do ano passado era mais bonito, sem duvida, mas demasiado longe.
Com o estômago aconchegado pela comida e bebida era altura de ir inspeccionar as bicicletas participantes, tirar fotografias e conversar. Estavam presentes bicicletas para todos os gostos: restauradas verdadeiras, restauradas falsas, por restaurar mas completas, pasteleiras de senhora e de homem de várias nacionalidades, chopper, de corrida e algumas invenções. Mas só duas ou três prenderam verdadeiramente a atenção. É melhor ver as fotografias que falar.

Foi pena o pouco tempo que os participantes tiveram para conviver, era já altura de pedalar de volta à Burinhosa. Parece que da parte da tarde os automobilistas estavam mais bem dispostos tirando um ou outro menos confortável com a ideia de as bicicletas serem mais mediáticas que o seu carro de gama alta. Nota negativa para uma moto4 que acompanhou o percurso, irritando com o barulho e manobras. No entanto a organização nem sabe de onde choveu o artista e não tem culpa. Ainda dentro das variáveis que a organização não consegue controlar, nota também negativa para os participantes que não sabem beber e incomodam os outros pois já não estariam em condições de conduzir uma bicicleta. Condenável é também a atitude de atirar garrafas de plástico para o pinhal. É um dos problemas destes encontros. A maior parte dos participantes é, digamos, inculto ciclisticamente e ambientalmente falando. Dos 300, no dia seguinte seriam uns 10 a pegar na bicicleta como meio de transporte.
Chegados ao ponto de partida foi arrumar as bicicletas, levantar os brindes e a fotografia, conviver mais um pouco e partir. Quanto aos brindes: mealheiros em barro alusivos ao encontro, uma placa, tshirts e algumas revistas. Não que seja fundamental mas é mais que muitas ‘maratonas’ de btt oferecem.
Resumindo, temos um saldo positivo sendo os pontos negativos na sua maior parte culpa dos participantes ou automobilistas, estando a organização de parabéns.

Uma viagem de bicicleta pasteleira

Ora já à algum tempo que andava com a ideia de usar a bicicleta pasteleira numa viagem de alguns kms. Não apenas por ser uma bicicleta antiga mas por ser o meio de transporte dos meus avós. Queria saber como era. Não levar GPS nem roupa apropriada, não contar com carro de apoio nem com não sei quantas mudanças para facilitar todos os obstáculos. Com o aproximar do Encontro Nacional de Bicicletas antigas na Burinhosa pensei em juntar as duas coisas. Assim sendo às 5:15 da manhã do dia 26, boné na cabeça, mochila no suporte, fiz-me à estrada.
O inicio teve lugar nas redondezas da vila de Louriçal, vila que remonta ao século XII e que possui como principal interesse turistico um convento do século XVII assim como um aqueduto que a este levava água. Infelizmente não está nas melhores condições e segundo consta o convento vai perdendo aos poucos muita da sua beleza por falta de fundos. Não que se possa ver, pois é um convento activo de clarissas e só alguns privilegiados podem entrar, penso eu.
Bem, à frente. Ainda era de noite e o meu dínamo e farol são só de enfeitar. Mas aquela hora o perigo seria pouco. Apenas um padeiro ou alguém que saiu mais tarde da discoteca. Fora esses, só os morcegos e os ouriços se cruzavam comigo.
A primeira dificuldade surgiu na subida para o Outeiro do Louriçal, que como o nome indica é um monte. Com outra bicicleta não seria um desafio. No entanto com a bicicleta pasteleira a pesar uns estimados 20kg tive que pedalar um bom bocado em pé e o suor começou a querer dar luta à aragem fresca da madrugada. Um cão que resolver perseguir-me as pernas ajudou. Ultrapassada a subida, depressa me pus na N109 apenas para percorrer uns metros até ao corte para o Carriço.
Era hora de novo desafio. A estrada dentro da mata nacional é bastante esburacada. Apesar do quadro da bicicleta absorver bastantes vibrações e o selim mais parecer um sofá, não é o suficiente para piso verdadeiramente em mau estado. Mesmo assim a bicicleta pasteleira é rainha em conforto! Por esta altura a paisagem pouco muda. Pinheiros e mais pinheiros, um ou outro coelho a atravessar a estrada. Entretido com o caminho ou com os meus pensamentos não me pareceu tarde quando vi o mar de um pequeno alto. O caminho, apesar de em mau estado, é na sua maior parte plano. Uma descida e vi-me novamente envolvido em pinheiros com o mar à minha direita.
De repente vejo uma lagoa. Penso ‘boa, vou parar aqui’. Mas assim que paro ‘lagoa… qual lagoa, eu não queria passar por nenhuma lagoa’. Parece que me enganei e fui ter à lagoa da Ervideira. Bem, agora era seguir para o Pedrogão. A estrada piorou bastante antes de lá chegar e foi um alivio ver a estrada nacional.

Ciclovia

Ciclovia

Agora em piso liso era só rolar. A estrada entre Pedrogão e a Praia da Vieira pode ser perigosa para ciclistas mas naquela hora da madrugada continuava praticamente sozinho. Apesar de só ter 3 mudanças a bicicleta pasteleira desloca-se bem em alcatrão e o seu peso embala-a nas descidas o que permite fazer boas médias. E na verdade eu queria era entrar na ciclovia que me iria fazer sentir mais seguro. E ela ali estava!
Esta ciclovia, se não estou em erro, de nome Atlântica liga a Praia da Vieira a S. Pedro de Moel estando grande parte da paisagem a cargo do pinhal mandado plantar pelo Rei D. Dinis. Esta ciclovia é uma enorme recta que acompanha a estrada nacional, praticamente vazia, ladeada por flores selvagens, com paragens de tantos em tantos kms compostas por um banco e um mapa, tudo ainda em bom estado. Uma viagem que se recomenda.

Farol

Farol

Chegado a S. Pedro de Moel optei por seguir em direcção à Marinha Grande, ainda por ciclovia e depois cortar para a Burinhosa, o meu destino, retomando as estradas acidentadas.
Cheguei à minha meta pouco passava das 9 da manhã. O dia ia ser dedicado às bicicletas antigas mas disso falo amanhã. Foram 60kms fáceis, com tshirt e calça de ganga. O selim antigo, autentica obra de arte no que a conforto diz respeito tratou do resto.

VI Encontro Bicicletas Antigas Burinhosa

VI Encontro Bicicletas Antigas Burinhosa

Interessante? Continuar a ler VI Encontro Bicicletas Antigas Burinhosa

Movimento Alternativo na ONBIKE

Esmaltina Fúria

Esmaltina Fúria

No outro dia telefona-me o amigo Carreiras, o impulsionador do Movimento Alternativo de bicicletas, a dizer-me ‘ouve lá, estás lindo na revista!’. O quê?
Parece que pelas palavras e objectiva de Hugo Boinga Cardoso o MA tem uma página na ONBIKE. E também parece que numa das fotos aparece precisamente esta beldade estendida numa toalha com o cesto de picnic ao lado! E a foto ao lado tem a minha Ross e a Esmaltina. Oh estou tão feliz!

Restaurar bicicleta antiga pasteleira

Como não vejo televisão só hoje soube da reportagem SIC sobre uma oficina de reparação de bicicletas antigas. Muito bem, estamos a evoluir. No entanto a reportagem não foi muito bem conseguida. Escolheram um artista daqueles que faz preços de amigo por trabalhos duvidosos. Não que a bicicleta não fique a andar. Fica! As peças, cores, traços é que tem pouco a ver com a originalidade da época. Interessa lá bem que o homem mexa em ferramentas desde pequeno. Os 400€ da reportagem podem ser justificados pelo preço dos cromados e mão de obra mas nunca pelo trabalho de restauro realizado. Por isso é que digo que não faço restauros, apenas coloco em andamento.
Depois também houve uma falha do jornalista que, como é normal, falam das coisas sem as estudar primeiro. Chama-lhes bicicletas rudimentares. Meu caro jornalista, se por ventura algum dia leres isto, rudimentares são as bicicletas de alumínio com peças de plástico compradas nos supermercados. Clássico não é sinónimo de rudimentar.
Agora só me falta encher de coragem e abrir a minha loja, coisa que se calhar já devia ter feito! Pode-se seguir a discussão sobre este assunto no Amigos das Pasteleiras

Triumph Twenty – bicicleta antiga roda 20 Inglesa

E das terras de sua majestade chega-nos esta pequena bicicleta utilitária de roda 20. Gosto bastante desta bicicleta quer pelas suas formas simples quer pela sua qualidade de construção não fosse uma inglesa. Basicamente é uma Raleigh com o emblema da Triumph. Em 1951 a Triumph Cycle Co. Ltd. foi vendida à BSA e em 1956 a BSA (bicicletas) foi comprada pela Raleigh por isso não é de estranhar estas misturas já que o modelo Twenty é original da Raleigh.

Catálogo Raleigh Twenty

Encontrei esta bicicleta antiga já à algum tempo numa feira de velharias. apesar de lhe faltar um dos travões, guarda lamas, guarda corrente, selector de mudanças estragado e uma moça no quadro teve que vir para casa. As rodas estão completas e em bom estado apesar de não estarem nas fotos. O cromado é de excelente resistência. Os componentes não podiam deixar de ser de qualidade sendo algumas peças gravadas pela Raleigh o que atesta a sua originalidade. A travagem fica entregue a uns belos Weinmann 1080 e a transmissão fica a cargo do cubo Sturmey Archer e pedaleira Triumph.

Órbita mini mini – a minha primeira bicicleta

Não me lembro se algum dia tive um triciclo. Tenho uma vaga ideia disso mas o mais provável é estar enganado. Para todos os efeitos a minha primeira bicicleta foi esta pequena Órbita que o meu pai me ofereceu e com a qual dei as primeiras pedaladas no corredor ainda com as rodinhas laterais.
Tem viajado entre caves, garagem e arrumações sobrevivendo até aos dias de hoje para minha alegria e em estado razoável.
Comparada com as bicicletas de criança de hoje em dia nada tem a ver. Esta é, basicamente, uma réplica fiel de uma Órbita M20, também ela dobrável com todas as peças em metal, robusta e duradoura. Nada que se compare com os plásticos que as crianças usam hoje em dia.
Apesar do trabalho com esta bicicleta de criança antiga ser muito menor devido às suas dimensões também está em lista de espera para o rejuvenescimento. Mas guardada!
A Órbita Bicicletas Portuguesas dos dias de hoje é mais uma empresa que nada tem a ver com o seu passado. Apesar de uma oferta generosa o que tenho visto não prima pela qualidade o que não quer dizer que aconteça em todos os modelos. Mas isso são as regras do mercado a funcionar.

Amigos das Pasteleiras

Ofertas

Translator

Portuguese flagItalian flagEnglish flagGerman flagFrench flagSpanish flagDutch flagNorwegian flag                                  
By N2H