
O primeiro desafio BTTralhos À Conquista de Roma ainda está na memória de todos os que participaram. Em 2010 este grupo de BTT quer repetir a dose e promete um dia ainda mais emocionante. Com distâncias de 110 a 130kms, altimetria de mais de 2000m e uma das mais lindas serras para a prática de BTT pela frente, será que tens coragem?
Links a consultar:
Tópico no FórumBTT, Site Oficial BTTralhos e ainda em remodelação o Site Oficial Challange Series
Nas ultimas semanas tenho trabalhado na bela cidade Alentejana de Montemor-O-Novo. Nunca tinha visitado este lugar e esperava encontrar bastantes bicicletas. Afinal tem potencial arquitectónico e paisagens convidativas à utilização desta. Não podia estar mais errado.
Em Montemor-O-Novo a pressão para utilizar o automóvel é enorme. O estacionamento é abusivo e praticado por todos. Nos dias que por lá andei vi quatro pessoas a utilizar bicicleta. Mas existem marcas no chão de maratonas de BTT. É a tal moda d BTT que nada tem a ver com quem realmente gosta de andar de bicicleta.
Note-se que estamos a falar de uma cidade que se atravessa em 15 minutos a pé. Vou tentar levar uma das minhas bicicletas dobráveis para utilizar nas deslocações do hotel para o trabalho. Estou enjoado de táxis, tanto que já prefiro caminhar, mesmo que seja um pouco penoso.
Depois queixam-se que não tem turismo… pois, quem quer fazer turismo em centros históricos repletos de automóveis?
Um amigo tem esta bicicleta antiga estilo chopper para venda. É uma Esmaltina Fúria, bastante completa e em bom estado, rodas 20″ por 20″. Curiosa a forqueta estilo Raleigh. De notar que o selim é para arranjar antes de ir para o novo dono. Estou em crer que é um exemplar raro. Vendida à melhor oferta a partir de 180€. Para qualquer informação utilizem o mail blog@usaralho.net

Bicicleta Esmaltina Fúria

Se existem noticias que nos fazem dar um pulo na cadeira esta é uma delas, no que a BTT diz respeito. Já se sabe o que a malta do BTT Vouzela não brinca em serviço nos seus passeios ao longo do ano. Imaginem agora a dose em 100kms de BTT. Advinha-se já um dos melhores dias de BTT do ano de 2010, dia 30 de Janeiro de 2010. Mais uma vez, o nome desta aventura assenta na história de Portugal e num dos monumentos daquela região, a torre da Alcofra. Seguir o tópico do BTT Challenge Series A fuga dos Soldados no fórum BTT para todas as informações e reacções. Só espero estar em forma para participar nesta grande aventura, sei que será muito muito exigente fisicamente.

Comestíveis?
Quase que me esquecia de colocar umas palavritas sobre este passeio de btt quase exclusivo de bicicletas Mondraker. Quase, porque os amigos também entram. No dia 5 deste mês lá me encontrei com o pessoal do norte do clube e mais alguns cá de baixo. O passeio em si não tem nada de especial no que diz respeito a terreno, afinal a zona é plana, mas não deixa de ser bonito! Agora o convívio e risadas é que foram do melhor! Como não choveu e o pessoal parece que gosta é de se molhar a parte final serviu para brincar nas poças de água! À falta de sitio para trocar de roupa a rua serviu, a zona é calma, não há problema em andar nu na rua
. Os anfitriões também estiveram ao mais alto nível oferecendo até ovos moles para a malta.
No fim almoçou-se num restaurante de Vagos. Mais uma vez o que safou a situação foi a paródia porque o almoço em si foi, como se diz.. ah, mau! Mas disso falarei daqui a pouco.
Recomenda-se pedalar com este pessoal
e fiquei com uma pedalada do catano para organizar novo passeio com mais altos e baixos!
Mais fotos e relatos no sitio oficial do Clube Mondraker.
Às vezes acho que não deveria adquirir mais bicicletas até acabar de reparar e recuperar as que tenho. Mas depois surgem os bons negócios, as bicicletas lindas que saltam ao olho e nos fazem babar. Foi o que aconteceu com esta bicicleta Raleigh roda 28. A minha primeira bicicleta pasteleira verdadeiramente interessante!
Digo Raleigh sem saber muito bem se estou certo. Em principio é mas a falta do head badge e a falta de furação na testa do quadro para colocar o mesmo faz-me alguma confusão. Disse-me o dono que lhe tinham dito em tempo que é uma bicicleta antiga de 1932. Sem maneira de o confirmar olhei para ele e encolhi os ombros. Certamente recente não é mas confirmar o ano correcto isso já é outra história. O cubo de mudanças Sturmey Archer K5 coloca-a realmente nos anos 30, que para mim já é uma alegria. Já o numero de série Y6138 não corresponde com qualquer numeração Raleigh que tenha encontrado na web, a menos que as não saiba interpretar. Tanto a forqueta, pedaleira e suporte farol são Raleigh. Os pedais tem uma inscrição dificil de decifrar mas estou em crer que são originais. A campainha é uma Lucas THE CHALLIS mas está também toda amassada do uso. Só por causa de uma inscrição no manipulo se lá chegou. O selim já não é original pois é um Socal, feito em Águeda. Guarda corrente não trazia mas poderia ser assim de origem. No grupo eléctrico falta o dínamo e também não faço ideia da marca do farol e farolim. Também é estranho que nenhum dos componentes tenha gravado o emblema Raleigh ou outro qualquer. Ao que eu acho verdadeiramente muita graça nesta bicicleta é o selector de mudanças Sturmey Archer tipo quadrante. Foi isso que me saltou à vista e dá-lhe um ar sábio! Hoje fui dar uma volta de 4 ou 5 kms com ela. Mesmo a precisar de mimos ainda funciona. É realmente alta, pedalamos sentados sem a mínima curvatura nas costas e é difícil fazer curvas apertadas. Depois de nos habituarmos dá vontade de passear o dia todo! É uma verdadeira bicicleta Roadster, categoria onde se insere. Eram bicicletas feitas para durar sem pensar no peso, por exemplo, para trabalhar no campo. Sim, é muito, muito pesada e para a carregar para o apartamento como eu faço não é fácil.
Esta bicicleta antiga não vai ser restaurada esteticamente. É impossível reproduzir aquela cor e textura. A bicicleta vai ser limpa e revista mecanicamente, só isso. Para quem tem uma decoração em casa com vários elementos antigos esta bicicleta não fica mal, é extremamente elegante. Esta passa a ser também a minha bicicleta mais antiga.
Seja como for lá que é uma bicicleta imponente lá isso é. Quase que não chego aos pedais!
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Raleigh
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Raleigh, outra vista
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Testa sem furos
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Sturmey Archer K5, anos 30
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Pedaleira Raleigh
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Suporte Farol Raleigh
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Selector Sturmey Archer
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Campainha
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Possível identificação

What's Next
Já manifestei por estas bandas o meu agrado pela marca Geax. Antes de ontem fui ao seu site consultar o catálogo de pneus e reparo que disponibilizam um filme para download em versão HD e tudo. Pelo que vi tem muito dirt mas também é uma marca muito utilizada nessa vertente. What’s Next é o nome deste filme de 600 e poucos megas (em versão HD). Definitivamente um fabricante de pneus de BTT a não perder de vista.
Mais uma voltinha de btt, mais uma molha!! Depois de uma noite atarefada em que o sono tardava em aparecer por causa da excitação do dia seguinte o despertador parece que tocou um pouco mais cedo do que era suposto. Mas não, eram mesmo horas de vestir a farda e ir direito ao quartel de Vila Nova de Monsarros para o Assalto ao Caramulo de 2009.
A maior parte dos soldados já estava nos seus lugares e as bicicletas prontas para o arranque. O ataque começou com um breve briefing do comandante Faísca seguido de uma descida até ao café. O dia começava chuvoso. Mesmo assim, por serem sete da manhã, tinha esperança que com o raiar do sol a chuva se fosse. A verdade é que o sol nem se viu durante todo o dia.
As tropas seguiram animadas, confiantes e a bom ritmo ao encontro no inimigo. Dentro de pouco tempo começava a primeira subida. Primeira e única: 30kms a subir. À medida que progredia no terreno sentia que a minha preparação contra o frio estava a ser eficiente. Até começar a passar pelas poças de água e a chuva repassar o impermeável do lidl que me emprestaram que de impermeável nada tem! Começaram as primeiras dificuldades técnicas: selins desapertados e correntes partidas. Também sofri deste mal de correntes partidas. Felizmente foi o elo de ligação que saltou e consegui encontrar as peças para voltar a ligar a corrente. A partir daqui não tive mais problemas com a corrente. Algum lixo que estava acumulado no elo. Não valia a pena pôr óleo nas correntes. A lama e chuva rapidamente o eliminam. Era o inimigo a vir ao nosso encontro. Uma coisa é certa. A animação continuava, não seria assim que seriamos derrotados. Interessante? Continuar a ler Assalto ao Caramulo 2009, a vitória!

Vista do tasco de Malhapão de Cima, sem neve
Amanhã é dia de batalha!!
O objectivo: subir ao Caramulinho de bicicleta. Já o fiz mas esta iniciativa tem contornos diferentes.
O meu objectivo: pedalar com neve! 
O plano: vários grupos de BTT juntam as suas tropas no sopé do Caramulo e a partir de vários pontos sobem até se encontrar no topo.
O inimigo está armado com: chuva, neve, frio, subidas, manadas de gado e outras surpresas.
O meu armamento:
Vouzela tem-me servido como tratamento de choque. Quando montei a minha actual bicicleta de btt e me reiniciei neste desporto, qual foi a primeira coisa que fiz? Ir a Vouzela. Não fazia ideia de como era aquilo, apanhei um grande empeno. Mas estava calor e a coisa fez-se apesar de não pedalar a sério à quatro anos. Isto em 2007. O Verão de 2009 também não foi verão de grandes pedaladas e isso nota-se perfeitamente na minha forma arredondada. Para exorcizar estes hábitos pouco saudáveis (afinal a bicicleta é cara, não é para estar parada), toca de ir a Vouzela.
A pequena viagem para lá não foi muito animadora. Chuva forte e granizo na estrada não davam muita vontade de pedalar. Mas quando passaram carros por mim com as bicicletas em cima pensei “afinal não sou o único tolo” e não dei meia volta à carroça. Mesmo assim, já estacionado perto das piscinas, estive vai e não vai e só me decidi a pedalar à ultima da hora. Até me esqueci de dar o nome.
A primeira parte do percurso fez-me pela antiga linha de comboio de Vouzela até S. Miguel do Mato. Este caminho já eu conheço bem das travessias do Vale do Vouga. Depois da igreja velha de S. Miguel do Mato (já por lá andei a explorar e é um monumento interessante assim como o cemitério, mas a cair) o caminho seguiu pela direita, pelo mato. Uma das coisas em que reparei foram vários marcos de pedra, talvez alminhas, tenho que lá voltar para investigar melhor. Apareceu alguma pedra escorregadia e o pneu GEAX Saguaro que levei, pneu de 12€ se não me engano, não se portou nada mal nem aqui nem noutra ocasião. A frente foi comandada por um imponente Kenda Navegal 2.35… um exagero talvez.
Por esta altura já os pés, mãos e braços se queixavam da chuva e do frio. Mas era preciso continuar e as pequenas amostras de sol faziam acreditar que até ia correr bem, pelo menos até ficar cinzento e chuvoso novamente. Já me esquecia do reforço, um bolo, uma maça e uma barra. Relembro que este evento é grátis e é tudo feito com boa vontade. Além disso oferecem simpatia aos molhos.
O percurso lá seguiu por entre várias aldeias de que não sei o nome, por entre umas subidas e descidas, enganei-me, tive que fazer umas subidas a mais, as pastilhas dos travões, pelo menos a traseira não é para este tempo e outras coisas mas lá se ia avançando. Ah, e atravessar uma ribeira bem funda (vá, um metro) com sapatos de encaixe a tentar não cair das pedras e água bem gelada? Este pessoal de Vouzela é que curte!
Isto tudo foi esquecido em alguns minutos quando me apercebi que estava num single track fabuloso, digno de um filme de btt. Não que fosse demasiado técnico mas a beleza do inverno, as curvas, os sobe e desce… excelente! Isto penso que foi antes de Fataunços, acabava numa pequena ponte de pedra, tenho que pedir a localização GPS desta maravilha.
Foi mesmo depois deste track, na zona de Fataunços que desisti debaixo de chuva. O frio era demasiado (ainda se fosse só frio e estivesse seco) e a minha opção com mais dois colegas do pedal foi seguir por alcatrão até Vouzela. Não demorou muito até estar debaixo do chuveiro de água quente a tentar reanimar os pés e a arrancar areia do cabelo.
Este tipo de tempo e de percurso não é muito saudável para a bicicleta mas faz tudo parte do BTT. Com certeza o almoço convívio animou a malta mas, apesar de depois me arrepender, não fui. O pessoal de Vouzela sabe bem receber e quem corre por gosto não cansa!
Até à próxima!