VII Encontro Nacional de Bicicletas Antigas – Burinhosa

Cartaz VI Encontro Burinhosa

Parece que foi ontem que fiz 60kms de bicicleta antiga para participar no grande encontro que anualmente é posto de pé por quem às bicicletas e clássicos em geral tem muita estima. Interessante? Continuar a ler VII Encontro Nacional de Bicicletas Antigas – Burinhosa

Encontro de bicicletas para pedalar?

corrida a classica

Então não vou. Como muitos sabem e outros ficarão a saber, administro um pequeno fórum de bicicletas antigas, o Amigos das Pasteleiras. Ora, já à muito tempo que existia a ideia de fazer um encontro de membros como se faz normalmente depois de um certo tempo de existência de uma comunidade online. Sabia de antemão, pela experiência noutros fóruns, que na hora da verdade poucos são os membros que aparecem. Nada de especial ou muito surpreendente, faz parte da condição humana. Mas mesmo assim tinha esperança que ainda fossemos alguns a completar o desafio em que pensámos e chamámos A Clássica. Até existia um prémio jeitoso. Afinal não foi bem assim e apenas três membros do fórum ganharam coragem.
É que o nosso encontro não foi bem dentro dos moldes dos muitos encontros que existem pelo país fora. Não queriamos apenas mais um encontro, não queríamos apenas mais uma mesa cheia. A mesa existiu mas no fim, como recompensa pelo esforço e não como motivo principal do ajuntamento de amantes de bicicletas. Inspirados pelo encontro L’Eroica, definimos um percurso de 60kms por estradas que se parecessem o mais possível com as dos nossos antepassados, estradas de terra batida e esburacadas. Claro que também existia alternativa para as bicicletas clássicas de estrada. Não assusta assim tanto. As bicicletas antigas são confortáveis que chegue para aguentar este desafio sem grandes mazelas. Ainda por cima o percurso, Gafanha da Nazaré – Mira – Gafanha da Nazaré é completamente plano.
O resultado: aos três membros efectivos do fórum juntaram-se outros amigos das yeye, outras formas de ver a bicicleta e a manhã foi magnifica. O que se passou por lá fica, vão ter que acreditar no que digo e começar a afinar as máquinas e pernas para a edição 2011. Sim, apesar da pouca adesão, a distância não será reduzida e o terreno não será domesticado. Porque mais importante que restaurar, é pedalar.

Descida do Rio Vouga

Descida Rio Vouga

Este blogue têm andado um bocado parado e nada melhor para o reanimar que um pequeno relato de um dia passado num rio fantástico que está prestes a ser alterado radicalmente pela mão do homem.
A construção de barragens na zona do vale do Vouga vai submergir cerca de 40kms de rios entre eles Rio Vouga, Rio Teixeira, Rio Gaia, Rio Gresso e fazer desaparecer algumas das mais belas paisagens do centro do país assim como a prática de desportos que os mesmos proporcionam.
Assim sendo aproveitei possivelmente uma das últimas oportunidades para fazer esta sucessão de pequenos rápidos, desde a foz do rio Teixeira à Quinta do Barco em Pessegueiro do Vouga, organizado pela Associação Cultural e Social de Couto de Esteves.
Foi a minha primeira experiência neste tipo de desporto e foi uma terapia de choque. É que a empresa contratada pela organização, a Turnauga, assumiu que todos tinham experiência e não quaisquer indicações sobre a forma como utilizar o kayak. Alguns monitores assumiram uma atitude de reprovação constante, acenando a cabeça e gritando com os participantes que também não me pareceu apropriada a uma empresa. Bem, restou-me o instinto para levar o barco a bom porto, não sem antes ir umas quatro vezes à agua. Também poucos foram os que não viraram o kayak.
De qualquer forma foi um dia espectacular, no meio de velhos amigos, a admirar as belas margens do rio. A sucessão de rápidos acabou por meter menos medo do que aquele que eu pensava que teria, as zonas de água mais parada obrigaram a um maior esforço ao pagaiar causando dores musculares no dia seguinte. Apesar de não saber nadar em condições não me senti desconfortável dentro de água. Claro que também não me aventurei a saltar de cima de um rochedo a vários metros de altura como alguns fizeram. Curiosidade: alguns daqueles que por aqueles lados habitam, habituados ao rio, apanharam peixes à mão nas margens pouco profundas do rio. Fotografias é que ainda não tenho, a minha máquina digital não é à prova de água e não conheço aqueles que se aventuraram a levar a máquina para a água. Se entretanto arranjar coloco aqui.
No fim um almoço de grelhados bem regado finalizado com uma salada de fruta de onde se salientam os Mirtilos. Já agora, sobre este pequeno fruto, consultar o site da Feira do Mirtilo de Sever do Vouga.
O resto da tarde foi passado na conversa com os amigos no café da praia do Barco. Uma experiência a repetir. Talvez primeiro aprender a nadar :)

Amigos das Pasteleiras
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