Das vezes que percorri os percursos BioRia apercebi-me do problema e pensei que ninguém iria pôr fim a utilização dos caminhos pedestres por veículos motorizados. Parece que me enganei e a Câmara de Estareja parece empenhada a interditar estes trilhos aos chicos espertos. É lógico que a regra não se pode aplicar a máquinas agrícolas e outras necessárias à exploração daqueles terrenos. Não sei é se apenas o reforço da sinalização surte algum efeito mas a ver vamos!
Pode ser certo que os carros de bombeiros não caibam dentro do actual quartel. Pode ser certo que os mesmos carros sejam vandalizados durante a noite. Mas… se o transito no centro de Aveiro fosse proibido e o policiamento fosse activo e eficaz, não seria meio caminho andado para um serviço de bombeiros mais eficaz?
O amontoado de automóveis que todos os dias entope a zona mais tradicional de Aveiro assim como as áreas envolventes é, a meu ver, um sério entrave para um correcto desempenhar do papel dos bombeiros em caso de necessidade. Aliás, é só uma tragédia à espera de acontecer. Para quando a proibição de estacionamento na zona histórica?

O que não faltam são bicicletas velhas. Vivemos num pais de ricos e os contentores do lixo são todos os dias preenchidos com objectos perfeitamente utilizáveis. Já para não falar na comida que muito boa gente desperdiça. Mas falemos apenas de bicicletas. Serão realmente bicicletas velhas?
Não é muito difícil encontrar bicicletas encostadas ao caixote do lixo que de velhas só tem a idade. Pneus e lubrificação e estão prontas a contribuir na salvação do nosso pequeno planeta, prontas para contribuir para uma vida melhor.
Imaginem: uma cidade onde quase toda a população anda de bicicleta mas que nenhuma pertence a ninguém. Imaginem que existem tantas bicicletas que podemos agarrar uma para ir de A para B, chegarmos a B, estacionar, ir à nossa vida e quando regressamos já não está lá a primeira bicicleta porque alguém a levou mas estará outra qualquer! A quantidade de bicicletas velhas que se mandam para as sucatas com certeza dariam para fazer algo do género. O problema não serão as bicicletas. O problema são as pessoas, como sempre. O problema é o sentido de superioridade que o povo associa à posse de veiculo automóvel. É um veneno que o povo não se importa de tomar. A sociedade portuguesa não está preparada para a partilha e para o convívio. O mais engraçado é que nos tempos em que ninguém sonhava com automóveis, conta a minha avó, o povo, a sociedade estava aberta a essa partilha. A era do automóvel é a nova idade das trevas e o indivíduo tem em si o rei, o senhorio e o carrasco.

O primeiro desafio BTTralhos À Conquista de Roma ainda está na memória de todos os que participaram. Em 2010 este grupo de BTT quer repetir a dose e promete um dia ainda mais emocionante. Com distâncias de 110 a 130kms, altimetria de mais de 2000m e uma das mais lindas serras para a prática de BTT pela frente, será que tens coragem?
Links a consultar:
Tópico no FórumBTT, Site Oficial BTTralhos e ainda em remodelação o Site Oficial Challange Series
Nas ultimas semanas tenho trabalhado na bela cidade Alentejana de Montemor-O-Novo. Nunca tinha visitado este lugar e esperava encontrar bastantes bicicletas. Afinal tem potencial arquitectónico e paisagens convidativas à utilização desta. Não podia estar mais errado.
Em Montemor-O-Novo a pressão para utilizar o automóvel é enorme. O estacionamento é abusivo e praticado por todos. Nos dias que por lá andei vi quatro pessoas a utilizar bicicleta. Mas existem marcas no chão de maratonas de BTT. É a tal moda d BTT que nada tem a ver com quem realmente gosta de andar de bicicleta.
Note-se que estamos a falar de uma cidade que se atravessa em 15 minutos a pé. Vou tentar levar uma das minhas bicicletas dobráveis para utilizar nas deslocações do hotel para o trabalho. Estou enjoado de táxis, tanto que já prefiro caminhar, mesmo que seja um pouco penoso.
Depois queixam-se que não tem turismo… pois, quem quer fazer turismo em centros históricos repletos de automóveis?