Assalto ao Caramulo

Vista do tasco de Malhapão de Cima, sem neve

Vista do tasco de Malhapão de Cima, sem neve

Amanhã é dia de batalha!!
O objectivo: subir ao Caramulinho de bicicleta. Já o fiz mas esta iniciativa tem contornos diferentes.
O meu objectivo: pedalar com neve! :D
O plano: vários grupos de BTT juntam as suas tropas no sopé do Caramulo e a partir de vários pontos sobem até se encontrar no topo.
O inimigo está armado com: chuva, neve, frio, subidas, manadas de gado e outras surpresas.

O meu armamento:

  • Calças… esqueçam lá os calções, talvez até com collants por baixo.
  • Camisola de base transpirável + casaco windstopper + capa chuva .. espero que chegue senão vai também um polar!
  • Meias finas + qualquer coisa impermeável + meias grossas (dica retirada do forumBTT) ou ir comprar umas meias de inverno a sério tipo as Assos
  • Luvas windstopper … as minhas Gore não são muito impermeáveis e são finas, a ver se não me corre mal. De qualquer forma levar luvas secas na mochila nem que sejam de verão ou umas de uso normal.
  • Protecção para as orelhas… ainda não tenho esta parte.
  • Comida e água!!
  • Roupa de substituição na mochila: meias!!
  • Dinheiro para o reforço no tasco de Malhapão de Cima :)
  • Amanhã às 7 da manhã arranco com as tropas de Vila Nova de Monsarros. Não vai doer nada.

BTT Vouzela Novembro, uma molha e um empeno

Vouzela tem-me servido como tratamento de choque. Quando montei a minha actual bicicleta de btt e me reiniciei neste desporto, qual foi a primeira coisa que fiz? Ir a Vouzela. Não fazia ideia de como era aquilo, apanhei um grande empeno. Mas estava calor e a coisa fez-se apesar de não pedalar a sério à quatro anos. Isto em 2007. O Verão de 2009 também não foi verão de grandes pedaladas e isso nota-se perfeitamente na minha forma arredondada. Para exorcizar estes hábitos pouco saudáveis (afinal a bicicleta é cara, não é para estar parada), toca de ir a Vouzela.
A pequena viagem para lá não foi muito animadora. Chuva forte e granizo na estrada não davam muita vontade de pedalar. Mas quando passaram carros por mim com as bicicletas em cima pensei “afinal não sou o único tolo” e não dei meia volta à carroça. Mesmo assim, já estacionado perto das piscinas, estive vai e não vai e só me decidi a pedalar à ultima da hora. Até me esqueci de dar o nome.
A primeira parte do percurso fez-me pela antiga linha de comboio de Vouzela até S. Miguel do Mato. Este caminho já eu conheço bem das travessias do Vale do Vouga. Depois da igreja velha de S. Miguel do Mato (já por lá andei a explorar e é um monumento interessante assim como o cemitério, mas a cair) o caminho seguiu pela direita, pelo mato. Uma das coisas em que reparei foram vários marcos de pedra, talvez alminhas, tenho que lá voltar para investigar melhor. Apareceu alguma pedra escorregadia e o pneu GEAX Saguaro que levei, pneu de 12€ se não me engano, não se portou nada mal nem aqui nem noutra ocasião. A frente foi comandada por um imponente Kenda Navegal 2.35… um exagero talvez.
Por esta altura já os pés, mãos e braços se queixavam da chuva e do frio. Mas era preciso continuar e as pequenas amostras de sol faziam acreditar que até ia correr bem, pelo menos até ficar cinzento e chuvoso novamente. Já me esquecia do reforço, um bolo, uma maça e uma barra. Relembro que este evento é grátis e é tudo feito com boa vontade. Além disso oferecem simpatia aos molhos.
O percurso lá seguiu por entre várias aldeias de que não sei o nome, por entre umas subidas e descidas, enganei-me, tive que fazer umas subidas a mais, as pastilhas dos travões, pelo menos a traseira não é para este tempo e outras coisas mas lá se ia avançando. Ah, e atravessar uma ribeira bem funda (vá, um metro) com sapatos de encaixe a tentar não cair das pedras e água bem gelada? Este pessoal de Vouzela é que curte!
Isto tudo foi esquecido em alguns minutos quando me apercebi que estava num single track fabuloso, digno de um filme de btt. Não que fosse demasiado técnico mas a beleza do inverno, as curvas, os sobe e desce… excelente! Isto penso que foi antes de Fataunços, acabava numa pequena ponte de pedra, tenho que pedir a localização GPS desta maravilha.
Foi mesmo depois deste track, na zona de Fataunços que desisti debaixo de chuva. O frio era demasiado (ainda se fosse só frio e estivesse seco) e a minha opção com mais dois colegas do pedal foi seguir por alcatrão até Vouzela. Não demorou muito até estar debaixo do chuveiro de água quente a tentar reanimar os pés e a arrancar areia do cabelo.
Este tipo de tempo e de percurso não é muito saudável para a bicicleta mas faz tudo parte do BTT. Com certeza o almoço convívio animou a malta mas, apesar de depois me arrepender, não fui. O pessoal de Vouzela sabe bem receber e quem corre por gosto não cansa!
Até à próxima!

BTT Vouzela, encontro de Novembro

A rapaziada dos lados de Vouzela organizou já para o próximo fim de semana, dia 29 de Novembro, mais um encontro de btt daqueles mesmo mesmo bons e à borla! Já por aqui falei da qualidade de acolhimento e trilhos que aquela malta proporciona. Decorre em simultâneo um passeio pedestre para acompanhantes.

BTT Vouzela Novembro
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1ª Maratona de Aveiro

Nunca pensei ficar contente pela minha condição física andar tão em baixo. Mas a verdade é que não participei nesta maratona exactamente por não me julgar em condições de fazer os 90kms exigidos nesta primeira maratona de Aveiro em tempo digno e sem sofrimento de maior. A julgar pelos relatos de quem participou na primeira maratona de Aveiro foi o melhor que fiz. Tenho muita pena que assim tenha sido. Gosto de Aveiro e quero o melhor para esta cidade mas a organização deste evento ou falta dela que tinha vindo a ser demonstrada nas ultimas semanas apontava para o fracasso. Não vou falar da prova em si, pois não estive presente, portanto não tenho nada que opinar. No entanto não quero deixar passar em claro algo que me deixa bastante indignado.
Um evento desta envergadura, com mais de 1000 participantes, pode tanto abrilhantar como denegrir uma cidade, toda a região e colectividades associadas por isso é preciso muito cuidadinho. Mas as consequências deste evento são mais graves e talvez seja um ponto de viragem na organização de maratonas. Vejamos, para mim, deixa de ser simplesmente uma má organização para passar a ser uma fraude, um crime público em que a câmara, que só dá a mão aqueles que falam de milhares, dá a mão. É algo que deve acabar em tribunais. A empresa, Atletica, deve ser punida pelos seus actos, deve-lhe ser incutida responsabilidade pela falta de assistência médica aos ciclistas (três horas à espera de transporte), pela negligência com que trataram menores que puseram a trabalhar para si a custo zero (pelo menos um miúdo abandonado na zona de Albergaria), pela falta de condições com que receberam seres humanos (ver o relato no forumbtt). Existe ainda um outro pormenor que causa uma certa espécie. Porque é que uma empresa, paga pelos participantes, tem que ter voluntários? Quer dizer, não deve ser a empresa a assumir todas as necessidades e custos da prova? Alguém me explique.
Quanto ao pequeno Grupo Desportivo de Verdemilho, que tem pessoas apaixonadas pelo BTT, pelo convívio, pela bicicleta, pelo desporto, pela mobilidade, aceitou colaborar com a melhor das intenções. Não merecem ter o seu nome junto ao nome daqueles que cometem este tipo de fraude. Estes, como outros colaboradores, são a verdadeira essência do BTT Um bem haja a todos aqueles que vêm na bicicleta a sua forma de estar e não a forma de ganhar dinheiro fácil.

Ter sucesso no Ebay

Umas pessoas esforçam-se mais que outras para que os seus negócios no ebay tenham sucesso. Umas levam o esforço para outro nível como este indivíduo que para vender o seu crank Campagnolo colocou-o a ser segurado por uma jovem de seios ao léu! Vivam as bicicletas! Ora se existisse Ebay Portugal, com a quantidade de posters das oficinas mecânicas, não sei como seria :) Carregar na foto para ver as restantes.

Amigos das Pasteleiras
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