1º Desafio BTT “À conquista de Roma”

Eventos de BTT organizados não me costumam chamar muito à atenção. Gosto mais dos desorganizados cá pela malta! Mas este ano existe um cartaz que me desperta alguma curiosidade e interesse. Se os meus joelhos assim o permitirem e se arranjar GPS sou muito bem capaz de ir a este passeio organizado pelo grupo BTTralhos. Em autonomia completa, pela serra do Sicó, guiado por GPS, tem um espírito aventureiro que me agrada. Não consigo é convencer ninguém a ir! É precisa uma inscrição apesar de tudo. Consultar o site do 1º Desafio BTTralhos “À Conquista de Roma”

Desafio BTTralhos

Bicicleta Stelber StratoStreak 3

Pois é, está para começar um novo projecto de recuperação de uma bicicleta selim banana. Desta vez a bicicleta contemplada é uma Stelber StratoStreak 3. A Stelber – Industria Portuguesa de Ciclismo SARL era uma empresa subsidiária da Stelber Industries INC. U.S.A. – New York e tinha como distribuidor para Portugal e ilhas a Karl Loy, Sucessora, Lda. do Porto. Portadoras de grande qualidade estas bicicletas antigas são particularmente raras em Portugal e extremamente bonitas. A destacar a forqueta dupla e um género de uma saída de foguete por baixo do selim. Por enquanto ficam as fotos possíveis.

Stelber StratoStreak 3

Stelber StratoStreak 3

Stelber StratoStreak 3 desmontada

Stelber StratoStreak 3 desmontada

Graças ao blog Rodas de Viriato podemos observar em pormenor uma StratoStreak 3 feminina e é de realçar o Made in Portugal. Oh tempo volta para traz!

Stelber StratoStreak 3 - Rodas de Viriato

Stelber StratoStreak 3 - Rodas de Viriato

Existe a variação US pela Montegomery Wards exposta no The New England Muscle Bicycle Museum que difere um pouco da que aqui apresento:

Montegomery Wards Stratostreak 3

Montegomery Wards Stratostreak 3


Montegomery Wards Stratostreak 3

Montegomery Wards Stratostreak 3

Já agora, alguém reparou na nota na página de entrada do The New England Muscle Bicycle Museum:

Mostlymusclebikes.com is being deleted. Many parts and bikes are still for sale. Call for details Jim 860 670 4501 I will soon link this site to the bike sale page but I will not relist the parts. Call for availability and check eBay for when I ambitious …maybe this winter.

E porquê? É pena, é uma referência visual importante apesar da enorme desorganização e site desagradável.
Podemos apreciar outros modelos Stelber neste tópico do Amigos das Pasteleiras, propriedade do entusiasta Hong Kong Syndicate.

Movimento Alternativo de Bicicletas 2009

O sol começa a despertar, a vontade de sair de casa e passear também. É uma altura óptima para andar de bicicleta seja por desporto ou por lazer. E é de lazer que quero falar.
Não basta restaurar e pendurar na parede; criar e pendurar na parede. É preciso dar uso, mostrar, fazer reviver a bicicleta e mostrar que é possível uma convivência civilizada com este meio de transporte. Quanto a mim estou em pulgas para dar uso às minhas selim banana e recuperar outra até à data que se anuncia. É pois com muito agrado que se anuncia o encontro de 2009 do Movimento Alternativo de Bicicletas.

Interessante? Continuar a ler Movimento Alternativo de Bicicletas 2009

Cardadores de Vale de Ílhavo

Cardador

Cardador

O Carnaval nunca me disse nada de especial. Mas pensando bem nenhuma festividade diz. No entanto admiro as tradições associadas a ele. Talvez por serem menos despretensiosas do que os desfiles modernos.
Este ano falaram-me numa tradição que desconhecia por completo: Os Cardadores de Vale de Ílhavo. Esta é uma pequena localidade perto de Aveiro, fácil de encontrar. Infelizmente não encontrei informação online sobre horas para o cortejo carnavalesco mas acabei por acertar e seriam cerca de umas 15 e qualquer coisa já andava à procura destas personagens. O desfile em si não interessa nada, são sempre as mesmas críticas, feitas só porque sim, as mesmas músicas falsamente populares, as mesmas caras de quem carrega um fardo. Mas eis que de entre a multidão surgem as figuras típicas a roncar, a saltar e a cardar! Lindo!
Cardar: é uma fase pela qual a lã tem que passar na produção artesanal de têxteis, de modo a retirar impurezas e produzir um material que possa ser transformado em fios. Existem cardas em rolos e eléctricas mas as tradicionais são duas placas com agulhas.

Cardas

Cardas

Claro que as placas utilizadas pelas personagens carnavalescas não tem agulhas. Para melhor percebermos esta tradição ficam aqui algumas informações encontradas na web.

Gentes de Ílhavo – Os Cardadores de Vale de Ílhavo

Já que estamos em época de folia, neste número vamos falar-vos de uma comemoração até há alguns anos festejada em Ílhavo. De acordo com alguma documentação que nos foi dada, o Carnaval em Ílhavo é já muito antigo, tendo ficado famoso o de 1897, organizado por um grupo de pessoas que ficou conhecido por “CHIO-PÓ-PÓ”.

Segundo os mais velhos, “a tradição já não é o que era”, porque ficaram perdidas no tempo algumas figuras típicas carnavalescas como o Homem do Gabão, o Só-com-a-boca… Apenas os Cardadores de Vale de Ílhavo ainda revivem esta tradição. É neste local que todos os anos um grupo de homens mascarados sai à rua, primeiro no Domingo Gordo e depois na Terça- -feira de Carnaval, para assustar os habitantes da terra. Chamam-lhes os CARDADORES. Ora, como quisemos que soubessem um pouco sobre esta figura tão estranha e ao mesmo tempo engraçada do nosso Carnaval, ” A LÂMPADA” propôs-se entrevistar um ex-cardador.

A Lâmpada: Quanto tempo tem a tradição dos Cardadores de Vale de Ílhavo?

Sr. João Castro Santos: Ninguém sabe ao certo.

L.: De onde deriva a designação de “cardadores”?

J.C.S.: Vem de cardar a lã com cardas e, neste caso, os cardadores “cardam” as pessoas, sobretudo, as raparigas. É aí que tem origem a palavra “cardadores”.

L.: Por quantas pessoas é constituído o grupo?

J.C.S.: Depende das pessoas que queiram entrar na tradição. Não há uma regra para isto.

L.: O que é que é preciso para fazer parte do grupo?

J. C. S.: Têm que ser pessoas nascidas na terra e só entram para o grupo rapazes e homens solteiros. O grupo é orientado por dois chefes.

L.: Quando é que o grupo se reúne? E onde?

J. C. S.: Dois meses antes do Carnaval e numa casa destinada aos “cardadores” em Vale de Ílhavo.

L.: Como são feitas as máscaras?

J. C. S.: As máscaras são feitas com cotim, pele de carneiro, cortiça, bigodes de vaca ou de boi, duas asas de ave, fio, gazetas (fitas), fio de vela e “tabu” perfume.

L.: Em que consiste o traje?

J. C. S.: Roupa interior de mu-lher – combinação – um lenço de tricana, meias e sapatilhas.

L.:O que é que costumam fazer nas reuniões?

J. C. S.: Ensina-se os novos a saltar, a roncar, a cardar e a cantar canções.

L.: Qual é a forma de um “cardador” actuar em plena festa?

J. C. S.: Os cardadores saem para a rua e fazem a festa à moda deles: saltam e “cardam” as pessoas que acabam também por entrar na festa. Por fim, confra-ternizam em casa das pessoas que os convidam a beber e a comer.

L.: Quanto tempo foi “cardador”? Gostou?

J. C. S.: Fui durante 12 anos e só deixei no ano passado porque me casei. Gostei muito, porque se convivia.

Nota: Agradecemos a colaboração da D. Rosário, funcionária do Museu Marítimo, do Sr. João Castro Santos, o ex-cardador entrevistado, e do Mário Rui do 6º D que nos fez o favor de fazer a entrevista.

PR1 – Da Pateira ao Águeda – Percursos pedestres de Águeda

PR1-Da Pateira ao Águeda

PR1-Da Pateira ao Águeda

Apesar de o ter feito várias vezes de bicicleta sozinho, ando já à algum tempo para o fazer da maneira própria para que foi criado: a pé.
O percurso pedestre PR1 – Da Pateira ao Águeda desenrola-se por ambientes naturais ou já um pouco alterados pelo homem sendo o menos agradável a travessia de estrada alcatroada. Amieiros, freixos, carvalhos, loureiros, choupos e (infelizmente) eucaliptos fazem parte da paisagem assim como caniço e outras espécies próprias de zonas húmidas.
Quanto às espécies animais da zona temos: Milhafre-preto, Garça Real, Águia-sapeira, Águia-de-asa-redonda, Guarda-rios, Perna-longa, Pato-bravo (bem mansos em algumas zonas), Galeirão e muitas mais espécies podemos descobrir se tivermos a sorte, paciência e conhecimentos para as distinguir. Na verdade a diversidade e quantidade desta zona é elevada pelo que não é difícil vislumbrar algumas das espécies sugeridas. Ontem, por exemplo, tive a sorte de ter Águias bem perto de mim e não andava à procura de animais nem os meus conhecimentos são elevados nesse campo.
Grande parte do percurso desenrola-se nas margens da Pateira, rio Cértima e Águeda sendo marcado pela embarcação característica usada ainda hoje em dia pelas gentes locais para a labuta dentro de água: a bateira, que nada mais é do que um pequeno barco simples tradicionalmente de madeira.
Não comecei o percurso dos pontos predestinados mas sim da antiga ponte romana de Requeixo seguindo para Óis da Ribeira fazendo o percurso no sentido horário. Não considero que seja um percurso difícil, existem muitas zonas planas mas convém levar água e alguma coisa que se coma. A Pateira de Espinhel e Óis da Ribeira são zonas de lazer, com espaços de merenda e até um restaurante (não sendo necessariamente um ponto positivo, é aliás muito negativo). Ontem, domingo, estes espaços estavam cheios e para minha surpresa os trilhos estavam a ser bem usados. Portanto bem combinado consegue-se passar um dia inteiro por estas paragens. E um belo dia!
Para quem ficar interessado em fazer o percurso podem aproveitar a iniciativa do Tocacaminhar no dia 1 de Março.

Localização do PR1 Da Pateira ao Águeda
Panfleto informativo:

Agora quanto a um ponto bastante negativo que pude observar durante o dia de ontem: das pessoas que andavam de bicicleta nenhuma e quando digo nenhuma é mesmo nenhuma utilizava capacete! Se a ritmo de passeio pode não ser uma falha grave, a ritmo de btt é uma falha que me enerva e dá má imagem aos ciclistas. A ponto de ter perguntado a um artista que andava de Lapierre toda XPTO pronta para correr, se na loja onde comprou a bicicleta não havia capacetes. Haja paciência para estes palhaços que compram bicicletas para as mostrar.

Não encontro a posição certa para os cleats!

Dói-me os joelhos a andar de btt. Já não sei em que posição devo meter os cleats. Daqui a bocado dou-lhe mais uma afinação e segunda mais um teste. Se isto assim continuar ainda volto aos pedais de plataforma. Isso ou é mesmo falta de andar mais!
A Mavic lançou uma linha de pedais magnéticos. Uns tais de EZRide. O conceito é interessante, pena serem tão mas tão feios! Além de que parece-me não serem muito eficientes quando o pé está na ascensão.

Mavic EZ Ride

Mavic EZ Ride

Planeta DeAgostini… qualidade?

Uma das ultimas patranhas da Planeta DeAgostini é a colecção de miniaturas Star Wars. Pois que até lhe achei uma certa piada e vá de comprar o primeiro fascículo. Por acaso até nem fui eu, foi a “Maria” cá de casa que depois se divertiu a elaborar um jogo de pistas que me levassem à miniatura do X-Wing. De notar que este primeiro fascículo tem um preço de 2.99€ enquanto a maioria dos restantes são 12€.
Pois bem, lá encontrei a nave e se por um lado até fica bem ali perto dos dvds por outro lado desilude um bocado. Pinturas mal feitas ou mesmo inexistentes, partes de plástico (eles dizem que é chumbo) assimétricas, pontas que se dobram e partem com facilidade. Gostava de ter outras miniaturas mas a este preço, bem, não é caro, é claramente roubar. Infelizmente não tenho uma objectiva macro para vos mostrar do que falo. Enfim… boa sorte aos que comprarem a colecção completa. Quando me lembrar procuro figuras no ebay.

X-WING

X-WING

Pateira de Fermentelos e lixo

Ontem foi dia de uma voltinha de btt regular em torno da Pateira de Fermentelos. Depois das chuvas e das inundações as pernas já choram por se esticar.
Os caminhos estão mudados, como é normal depois de fortes chuvadas. O pior é o lixo que as cheias deixaram nas margens do lago. Garrafas, garrafinhas e garrafões, tudo o que deitamos fora a agua traz de novo para nos lembrar que estamos a fazer mal a nós próprios. Além disso os ramos deixados pelas cheias deixaram alguns caminhos totalmente obstruídos.

Pateira de Fermentelos

Pateira de Fermentelos

Imagem de Jacinto Policarpo

A música mudou de poiso

Tenho a dizer que todas as minhas postas de pescada sobre música vão ser feitas no blogue o que se vai ouvindo e apaguei a pouca coisa sobre o tema que por aqui tinha. Não que eu seja grande entendido ou consiga fazer grandes reviews mas gosto de partilhar o que acho bom. Espreitem.

Amigos das Pasteleiras – Novo endereço

Os Amigos das Pasteleiras têm nova casa. Não são os amigos das mulheres que fazem bolos, são mas é os amigos das bicicletas antigas, das bicicletas pasteleiras, assim chamadas por não serem dadas a correrias! As despesas de dominio e alojamento não são assim tantas que não valha a pena ter um espaço próprio gerido por nós. Ficam para tráz as limitações próprias de um alojamento gratuito num subdomínio. Ainda em ajustes e sem logótipo, esperamos que este projecto se desenvolva e ganhe dimensão adequada à das antigas bicicletas. Se tens gosto por bicicletas antigas visita o Amigos das Pasteleiras e participa no fórum.

Amigos das Pasteleiras
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